Escreve o Jornal I que "o austríaco Ernst Strasser, o romeno Adrian Severin e o esloveno Zoran Thaler morderam o isco dos jornalistas britânicos do "Sunday Times": os três eurodeputados estavam dispostos a receber subornos até 100 mil euros por ano para fazer alterações à legislação europeia. Durante oito meses, os jornalistas testaram os padrões éticos de 60 membros do Parlamento Europeu e prometeram dinheiro em troca de alterações às leis votadas em Estrasburgo. Ernst Strasser, ex-ministro da Administração Interna da Áustria e membro actual do PPE, demitiu-se ontem. Um vídeo do "Sunday Times" mostra Strasser a afirmar que é um "lobista" e que os seus "clientes comerciais" lhe "pagam 100 mil euros por ano". Diz que tem cinco clientes e procura um sexto. Mais tarde, o eurodeputado alegou que manteve a "encenação" para "descobrir quem estava a fabricar o logro, para reunir provas e denunciar a empresa [Tyler Jones, firma fictícia] à polícia". Severin e Thaler são antigos ministros dos Negócios Estrangeiros e pertencem à família socialista. Severin pondera processar o "Sunday Times". Diz que não fez "nada ilegal" ou "contra o "comportamento normal que temos aqui". O "Sunday Times" garante que Severin chegou a enviar emails prometendo alterações legislativas e cobrando 12 mil euros pelos seus "serviços de consultor". À agência Mediafax, Severin disse: "É um contrato legal. É-nos permitido trabalhar como consultores políticos, sendo a nossa única obrigação não divulgar informação confidencial." Disse também que nunca esperou ser pago e que não avançou com a alteração legislativa que lhe tinha sido proposta. Zoran Thaler também se demitiu ontem. Diz que se apercebeu de imediato do embuste e que agiu para "desmascarar as pessoas" que tentavam desacreditá-lo com uma "proposta imoral". Garante que nunca recebeu o dinheiro que lhe foi oferecido e não tinha qualquer intenção de o fazer. O Parlamento Europeu abriu um inquérito a este caso”.
Sem comentários:
Enviar um comentário