terça-feira, março 15, 2011

Sócrates (já vai adivinhando...): "Tenciono recandidatar-me" (força!!!)

Diz o Correio da Manhã que "José Sócrates revelou esta terça-feira, em entrevista à SIC, que no caso de haver eleições antecipadas tenciona recandidatar-se. "Sou líder do Partido Socialista, tenciono recandidatar-me", "não virarei a cara à luta". O primeiro-ministro respondia a uma questão sobre o eventual chumbo do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) por parte do PSD, situação que levaria à realização de eleições antecipadas. Sobre tal cenário, Sócrates disse não querer "acreditar que a irresponsabilidade dos partidos os leve tão longe", mas que se acontecer é "evidente" a sua recandidatura. O chefe do Governo lançou ainda duras críticas ao principal partido da oposição. Numa entrevista conduzida por Ana Lourenço, o primeiro-ministro afirmou não entender a posição actual do PSD face às últimas medidas apresentadas pelo Governo, desafiando o partido liderado por Pedro Passos Coelho a apresentar alternativas: "Se têm medidas melhores porque não as apresentam?". Sócrates lamentou as últimas declarações dos socias-democratas, que o acusaram de ser "desleal" por apresentar as medidas a Bruxelas antes de as apresentar ao Parlamento. "Fui desleal em quê? Quando faço aquilo que é o meu dever?", questionou o chefe do Governo. Numa entrevista que serviu para "esclarecer equívocos", o primeiro-ministro negou que tivesse negociado o novo plano de austeridade em Bruxelas, explicando que apresentou apenas as linhas de orientação do quarto Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC 4) no conselho de sexta-feira da zona euro. "Estamos disponíveis para negociar todas as medidas", disse José Sócrates. O primeiro-ministro explicou que apresentou as medidas em Bruxelas para que o País fosse para a cimeira da Primavera (a 24 e 25 de Março em Bruxelas) com uma "posição firme". "É do interesse nacional que fôssemos para a cimeira com as medidas anunciadas". O chefe do Governo afirmou que "as medidas foram apresentadas em Portugal em conferência de imprensa pelo ministro" e referiu ainda que avisou Passos Coelho "na noite anterior". Não revelando qual a posição do líder do PSD nessa noite, Sócrates disse não entrar no "espectáculo degradante de quem anda a partilhar conversas privadas". "Não compreendo porque ainda há um mês atrás o doutor Passos Coelho tinha dito que estava disponível para falar com o Governo sobre as medidas que achasse necessárias para 2012 e 2013", sublinhou José Sócrates. Acerca de uma possível demissão, o primeiro-ministro sublinhou que "não está agarrado ao poder" e que encara a sua passagem pela política com "muito desprendimento." Ainda assim, Sócrates garantiu que fará de tudo para não haver uma "crise política". "O meu dever é evitá-la", afirmou".

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