quinta-feira, março 17, 2011

Sócrates demite-se 4ª feira? (VIII)

A ameaça de demissão de José Sócrates "traumatizou" o PCP e o Bloco de Esquerda que estão "entalados" entre a recusa da aplicação das novas medidas e eventualidade de serem responsabilizados pelo PS, em caso de derrota do documento do PEC, pela queda do governo socialista e por abrirem caminho a uma eventual vitória eleitoral do centro-direita (PSD e PP). Embora discretamente, sem notícias para os jornais, dirigentes do PCP e do Bloco têm mantido entre-portas reuniões destinadas a uma análise da situação, pois o voto contrário do PSD e do CDS -. que já anunciaram a recusa - será suficiente para a queda do governo caso um dos partidos (Bloco ou PCP) vote ao lado do governo, hipótese completamente posta de parte. Por outro lado, apesar do tipo de discurso que tem mantido, o PSD estaria mais apostado, nesta fase, numa mudança do documento apresentado pelo governo, mas tendo como interlocutor um novo ministro das finanças. Os social-democratas não estarão interessados em eleições antecipadas neste momento, embora não as recusem, por não terem garantia de uma maioria absoluta de um eventual governo PSD-PP, muito por causa da abstenção, que temem possa ser das mais elevadas de sempre. Ou seja, Sócrates, quer pressionando a oposição, quer fazendo apenas "bluff", quer estando disposto a cumprir a ameaça de demissão, o que é facto é que com esta decisão criou problemas aos demais partidos que não são fáceis de superar.

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