sábado, março 05, 2011

PSP sem dinheiro para combustível!!

Garante o Correio da Manhã que "a decisão foi comunicada numa reunião entre os comandantes de divisão do Comando Metropolitano de Lisboa. Portagens também são para evitar. Os carros-patrulha da PSP, da área do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis), podem vir a ficar parados nas garagens devido à falta de dinheiro para combustíveis. Segundo o CM apurou, esta hipótese foi avançada numa reunião realizada a 15 de Fevereiro entre os vários comandantes das divisões do Cometlis. O alerta foi claro: não há dinheiro e tem de haver um maior controlo dos gastos com as viaturas que, em último caso, param mesmo. Estas ordens já foram transmitidas pelos comandantes de divisão aos comandantes de esquadra. Há ainda outras indicações objectivas: só em casos excepcionais é que os carros-patrulha podem circular pela auto-estrada e, ainda assim, tem de existir autorização do comandante da respectiva divisão, caso contrário os agentes podem ser responsabilizados disciplinarmente. Este é o resultado mais visível do aperto financeiro vivido na PSP. Para Peixoto Rodrigues, presidente do Sindicato Unificado de Polícia (SUP), "esta é uma situação preocupante, pois as patrulhas podem ser reduzidas ou acabar". No entanto, o porta-voz da Direcção Nacional da PSP, comissário Paulo Flor, assegura, em resposta ao CM, que "não foram referidas medidas acrescidas de controlo do parque automóvel, mantendo-se em vigor as medidas de controlo que existem na PSP há décadas". Quanto à passagem pelas portagens, Paulo Flor explica que "existem viaturas policiais caracterizadas e descaracterizadas com identificador [para passagem na Via Verde]" e que para estas "não se aplicam regimes excepcionais de passagem nos postos de controlo das auto-estradas, apenas regras de utilização". Para as restantes, "existem regras excepcionais de passagem". O porta-voz da PSP garante, porém, que "numa perseguição nunca uma viatura deixaria de passar numa portagem, com ou sem identificador".
SALÁRIOS NA GRN E NA PSP ESTÃO EM RISCO

Não é só a operacionalidade das viaturas que está em causa. Os salários dos agentes da PSP e até dos militares da GNR estão em risco. Até ao fim do ano, e devido aos cortes orçamentais, as forças de segurança podem não conseguir assegurar todos os pagamentos. Tal como o CM já avançou, em Fevereiro a GNR já não conseguiu pagar a Caixa Geral de Aposentações e a Segurança Social. E a partir do segundo semestre a contenção vai afectar, na GNR, a investigação criminal, a operacionalidade do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro, o pagamento de ajudas de custo, passes sociais e deslocações. Nos combustíveis, o orçamento disponibilizado para 2011 para esta força militarizada é também sintomático: sete milhões de euros, menos quatro milhões do que no ano de 2010.
FARDA JÁ DEIXOU DE SER PAGA EM FEVEREIRO
Segundo o estatuto profissional da PSP, os agentes devem receber uma comparticipação anual, para aquisição de fardamento, no valor de 200 euros, cerca de 17 euros por mês. "Este mês o subsídio já não caiu nos ordenados, pagos a 21", denuncia o presidente do Sindicato Unificado de Polícia, Peixoto Rodrigues. O CM sabe que está em estudo a criação de um fundo de fardamento, segundo foi falado na reunião de 15 de Fevereiro entre os comandantes de divisão. O actual estatuto da PSP já tinha extinto o fundo de fardamento, em 2009. E há agentes que ainda têm dinheiro a receber na sequência da extinção”.

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