sábado, março 12, 2011

Pior que no fascismo...

Li no Publico, num texto da jornalista Graça Barbosa Ribeiro, que "a directora regional de Educação do Centro, Helena Libório, confirmou ontem que foi a subscrição de um abaixo-assinado contra o actual modelo de avaliação dos professores a única causa da demissão de Ernesto Paiva, militante socialista e coordenador da Equipa de Apoio às Escolas de Coimbra. Uma justificação que motivou protestos dentro do próprio PS e que hoje será debatida numa reunião de directores de escolas da zona do Baixo Mondego. "Naturalmente, se não concorda, ou se está em discordância com medidas de política educativa, não pode continuar na administração. Poderá livremente manifestá-las fora da administração". Foi com este comentário que, em declarações à agência Lusa, Helena Libório se referiu, ontem, ao afastamento de Ernesto Paiva que, na sua perspectiva, "violou uma regra de confiança". O docente, que exerceu várias funções na DREC desde 1996 e hoje passa a trabalhar a tempo inteiro na Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra, diz que acreditava estar no "direito de apelar à reflexão sobre o modelo de avaliação, na qualidade de docente e no contexto da escola onde dava uma hora e meia de aulas por semana". A directora regional contrapõe que não, já que as funções que ele exercia "se baseiam na lealdade, na solidariedade institucional, não só para com o director regional, que o nomeia, mas também para com as medidas de política". A demissão - confirmada ao próprio numa reunião "de três minutos", na manhã de ontem - causou desconforto no PS de Coimbra. O presidente da federação distrital daquele partido considerou a decisão "absolutamente desproporcionada em relação à falta eventualmente cometida". "Não houve qualquer acto de rebelião, de traição, que pudesse justificar uma medida tão radical", considerou Mário Ruivo, frisando que "a DREC devia ter em conta o zelo, a eficácia e a competência" do docente. Carlos Cidade (PS-Coimbra) disse que "no lugar da directora regional nunca demitiria Ernesto Paiva". "Não tenho dúvidas de que, independentemente de ter assinado o documento, ele continuaria a exercer o cargo com a mesma competência que lhe foi sempre reconhecida pela administração e pelos diversos actores educativos", considerou. Para hoje está marcada uma reunião entre directores de escolas do Baixo Mondego, que deverão tomar posição sobre o caso".

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