domingo, março 20, 2011

Não sera o mesmo?

Há meios de comunicação social que têm uma prática que deontologicamente é condenável, que não credibiliza os seus mentores, mas que se transformou há muito em prática corrente. Eles criam o “facto” político ou outro, verdadeiro ou não, mentiroso ou não. Depois partem para a recolha de reacções assentes naquilo que noticiaram e que querem vender como a “verdade”. Há dias avançaram com uma alegada “reunião de emergência” na Quinta Vigia, como se dali surgisse alguma coisa de anormal. Depois, perante a evidencia de que se tratava de um almoço de trabalho agendado há muito para abordar questões relacionadas com a justiça, com o projecto de revisão constitucional já apresentado na Assembleia da República e com o programa do PSD no que às autonomias diz respeito, tentam insinuar que a Quinta Vigia foi usada para fins partidários. No dia seguinte, com base nesse assanhamento persecutório, vão ouvir os partidos para darem cobertura à notícia. O mesmo de sempre. Lamentável. Nessa ordem de ideias, perguntem aos partidos que uso dão aos dinheiros públicos que recebem dos cofres do Estado, melhor dizendo dos contribuentes, e que demonstração do uso dado deles dão? Não é o mesmo?

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