Li no DN de Lisboa que "João Lobo Antubes diz numa entrevista ao "Diário Económico/Económico TV" que neste momento "provavelmente não haverá outra alternativa" à realização de eleições legislativas antecipadas. O mandatário nacional de Cavaco Silva nas duas eleições presidenciais e seu conselheiro de Estado acrescenta ainda que "a capacidade de retomar o diálogo numa base diferente - 'trust' - é muito difícil de restabelecer". Segundo Lobo Antunes, as medidas do PEC 4 que Teixeira dos Santos apresentou em Lisboa em conferência de imprensa e que José Sócrates levou a Bruxelas foram reveladas "sem sequer haver a cortesia de comunicar ao Presidente da República, havendo, foi-me dito, um dever constitucional de informação". Numa entrevista inédita ao conselheiro de Estado escolhido pelo próprio PR, é ainda adiantado que José Sócrates enveredou numa governação de "orgulhosamente sós" e que, perante a crise política, o chefe do Estado "certamente saberá o que fazer, porque tem uma qualidade: é um excelente ouvidor e depois decide em consciência". João Lobo Antunes, que é tido como uma das figuras mais próximas do PR, senão a mais próxima, garante que Cavaco Silva "não será um factor de crise, não procurará governar, ele faz uma leitura muito rigorosa e estrita" dos seus poderes constitucionais. Na conversa com o "DE", o conselheiro de Estado defende ainda que "a chave da crise não está em Belém, está no Parlamento". Uma frase que vem na sequência de informações que o DN tem adiantado de que em Belém a ideia-chave é que deverá ser a Assembleia da República a quebrar o impasse que se estabeleceu. Ou seja, o PR espera para ver se os partidos apresentam mesmo os seus projectos de resolução sobre o PEC 4, podendo eventualmente com isso fazer cair o Governo".
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