Li no Jornal I, num texto da jornalista Mariana de Araújo Barbosa, que "o Comissário europeu para a Energia considerou hoje que "apocalipse" é uma palavra "particularmente bem escolhida" para caracterizar a situação actual do Japão. O comissário europeu para a Energia, Günther Oettinger, classificou o acidente nuclear da central de Fukushima como apocalíptico. "Estamos a falar de um apocalipse e eu acredito que esta palavra é particularmente bem escolhida", referiu Oettinger numa comissão do Parlamento Europeu, em Bruxelas. "Na prática, tudo está fora do controlo", acrescentou, alertando ainda: "Não excluo o pior nas próximas horas nem nos próximos dias". O governo japonês decidiu vedar a passagem no raio de 20 quilómetros da central nuclear e evacuou o edifício quase completamente: apenas 50 dos 850 engenheiros continuam em Fukushima, numa tentativa desesperada de conseguirem manter o nível de refrigeração adequado nos três reactores, através do bombeio de água do mar. No entanto e, apesar de se temer que os níveis de radioactividade subam ainda mais depois de uma terceira explosão - desta vez no reactor 2 da central -, a União Europeia afasta, para já, a retirada de cidadãos do Japão, assegurou hoje o embaixador de Portugal em Tóquio. "Não há decisão nenhuma nesse sentido", disse José Freitas Ferraz".
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