Escreve a jornalista do Correio da Manhã, Diana Ramos que "numa altura em que muitos discutem a viabilidade de uma nova AD num cenário pós-eleitoral, PSD e CDS asseguram já uma maioria absoluta confortável. Na sondagem CM/Aximage, os sociais-democratas reúnem 39,8% das intenções de voto (mais 4,6 pontos do que no mês anterior) e deixam para trás o PS, com 27,2%. Ainda assim, os socialistas registam uma ligeira subida em relação ao mês anterior (26,5%). O CDS surge em terceiro com 8,8% dos votos que, somados aos do PSD, colocam uma eventual coligação num resultado superior aos habituais 44% exigidos para uma maioria absoluta. À esquerda, tanto a CDU como o BE assinalam uma tendência de descida: os comunistas são escolhidos por 8,4% e os bloquistas por 7,4% dos entrevistados. A abstenção situa-se nos 38,5%. Quando questionados sobre o político em quem mais confiam para primeiro-ministro, 38,6% dos inquiridos escolhem o líder social-democrata e 31,6% optam por José Sócrates. Aliás, Passos Coelho está agora mais afastado dos 45% obtidos em Julho deste ano, período em que propôs um conjunto de medidas polémicas no âmbito da proposta de revisão constitucional e regista uma ligeira queda relativamente ao mês anterior (38,8%). Pelo contrário, o actual primeiro-ministro recuperou o fôlego em relação a Novembro (28,4%), registando uma subida de 3,2 pontos percentuais. E nem a aprovação das medidas de austeridade e uma greve geral parecem abalar tais resultados. Por isso, 53% das pessoas responderam que, em Dezembro, José Sócrates continuou a governar de forma igual e só 36% acreditam que a governação piorou. Sobre o mandato presidencial, 62% dos entrevistados dizem que Cavaco Silva tem actuado bem, 14,3% respondem assim--assim e 21,1% dizem que tem desempenhado mal as funções. De zero a 20, Cavaco Silva recebe em Dezembro uma avaliação de 14,5, mais 0,5 pontos que no mês anterior. A sondagem foi realizada entre os dias 5 e 7 de Dezembro. A margem de erro é de 4%
INTENÇÃO DE VOTO LEGISLATIVO
FICHA TÉCNICA
Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.
Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efectivas: 287 a homens e 313 a mulheres; 139 no interior, 241 no litoral norte e 220 no litoral centro sul; 159 em aldeias, 203 em vilas e 238 em cidades. Proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido entre os dias 5 e 7 de Dezembro de 2010, com uma taxa de resposta de 72,8%.
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,0%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz".
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,0%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz".
Sem comentários:
Enviar um comentário