quarta-feira, novembro 03, 2010

Easyjet em Lisboa: ANA oferece taxas reduzidas e governo socialista outras ajudas...

Diz o Publico, num texto assinado pela jornalista Raquel Almeida Correia que “a empresa britânica vai investir 300 milhões de euros, mas conta com apoios. Aeroporto da Portela ganha terminal exclusivo para as low cost. No anúncio da abertura da primeira base aérea da Easyjet em Portugal, falou-se de um investimento de 300 milhões de euros e da criação de 2000 postos de trabalho, directos e indirectos. Mas não houve respostas oficiais às perguntas sobre apoios públicos. O PÚBLICO apurou que o investimento da low cost britânica no aeroporto de Lisboa vai ter contrapartidas financeiras. A gestora aeroportuária ANA vai oferecer à empresa taxas mais reduzidas e o Governo atribuir-lhe-á incentivos pela criação de rotas, que podem ir de três a cinco euros por passageiro. O aeroporto da Portela fazia parte de uma lista de 57 cidades europeias, candidatas à fixação de uma base da Easyjet. A CEO da companhia de aviação de baixo custo, Carolyn McCall, admitiu, em entrevista, que o processo de escolha foi “longo”, mas acredita no “potencial de crescimento” do tráfego aéreo na capital portuguesa. Apesar de admitir que há sempre “contrapartidas” nos acordos que fazem, preferiu não revelar pormenores sobre os compromissos estabelecidos com a ANA, detida a 100 por cento pelo Estado, ou com o Governo. Durante a cerimónia oficial, na qual estiveram presentes o primeiro-ministro, José Sócrates, e vários membros do Governo, o presidente da gestora aeroportuária, Guilhermino Rodrigues, admitiu que houve “um processo longo de negociações para chegar a acordo com a Easyjet”. Ao PÚBLICO, o responsável confirmou que “há taxas mais reduzidas para as low cost”. Grupo do qual fará parte a Easyjet, a partir do momento em que inaugurar a base aérea (no Inverno de 2011), mas também a irlandesa Ryanair, que já tem operação fixa em Faro e no Porto.
Terminal para low cost
O PÚBLICO sabe que a ANA está a estudar um pacote especial de taxas para as companhias de baixo custo, que deverá avançar no final do próximo ano, quando o anúncio da empresa liderada por McCall ganhar vida. Esse pacote será destinado exclusivamente às transportadoras aéreas que operarem no Terminal 2 do Aeroporto de Lisboa, uma infra-estrutura inaugurada em 2007 e que serve, actualmente, os voos domésticos, dentro de território nacional. Francisco Severino, director do aeroporto da Portela, avançou que “as taxas aeroportuárias vão ser mais reduzidas”, sem esclarecer qual vai ser o diferencial face ao que é pago pelas companhias de aviação tradicionais, como a TAP. A decisão da ANA constitui um passo importante para tornar o Terminal 2 num espaço exclusivamente dedicado a transportadoras de baixo custo. Além de uma redução das taxas, cobradas, por exemplo, por passageiro transportado e pelo estacionamento de aviões, a Easyjet terá ainda acesso a apoios financeiros do Governo, através de um programa de incentivo à criação de novas ligações aéreas, o Iniciative:pt. Este programa é da responsabilidade das gestoras aeroportuárias ANA e ANAM (Madeira), do Turismo de Portugal e das agências nacionais de promoção turística. E, até Junho deste ano, já tinham sido gastos 14 milhões de euros, de uma dotação total de 17 milhões, para apoiar transportadoras áreas que criam rotas ou aumentam a capacidade das já existentes.
Prioridades do Governo
O valor do apoio, ao qual todas as companhias de aviação podem aceder, depende da importância de cada rota e da capacidade de atracção de turistas para o país. No caso da low cost britânica, o incentivo poderá ir “de três a cinco euros por passageiro transportado para Portugal”, referiu o director do aeroporto de Lisboa. A presidente executiva da Easyjet anunciou que a empresa vai criar dez novas rotas a partir da capital, mas preferiu não avançar, por agora, para que destinos. Do lado do Governo, as prioridades repartem-se por algumas cidades da Europa, mas também pelo Norte de África, América do Norte e Médio Oriente, de acordo com as informações que constam no site da gestora aeroportuária ANA. A low cost britânica vai investir 300 milhões de euros na instalação desta nova base aérea e, dos 2000 postos de trabalhos anunciados, 100 a 150 serão directos. A operação na Portela, para a qual serão destacados entre três a sete aviões, vai permitir arrecadar mais um milhão de passageiros e elevar o patamar de transporte aéreo da Easyjet em Portugal para 4,4 milhões – o segundo maior do país”.

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