quinta-feira, novembro 11, 2010

Discordo

Eu não sei o que se passou. Foi noticiado que o presidente do Marítimo terá agredido um jornalista do DN do Funchal no final do treino da equipa. Não sei se o jornalista pretensamente visado, Marco Freitas, tem ou não atritos relacionais com Carlos Pereira. O que eu sei é que caso esta história, na sua versão inicial, tenha alguma veracidade, é lamentável. Não se pode andar a agredir jornalistas só porque se discorda das suas opiniões ou do que ele escreve. O jornalista tem direito à liberdade que reclamamos para nós, tem direito a opiniões, tem direito a pensar diferente. Obviamente que quando se usa o “jornalismo” para outros fins, para ajuste de contas, pessoais ou corporativos, para provocações deliberadas ou vinganças pessoais, aí tudo muda de figura e entramos em domínios que dificilmente deixarão de não tolerar repetições. Não conheço o jornalista em questão, nem isso importa; conheço muito superficialmente Carlos Pereira, admito que cada um tenha o seu feitio, como eu tenho o meu, mas apelo a que cenas como estas não se repitam e que o Marítimo tenha com a comunicação social um procedimento que porventura passará por dar mais atenção a uma área – a da comunicação – que impede que as relações dos jornalistas tenham que ser forçosamente com os Presidentes dos clubes. Esta centralização de tudo o que se passa nos principais clubes madeirenses, nas figuras dos seus presidentes, acaba por dar origem a situações destas. Portanto, e até que porventura se conheça a verdade dos factos, e mesmo que isso aconteça numa versão diferente, não posso concordar, minimamente, com este tipo de atitudes.

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