quarta-feira, novembro 03, 2010

Bin Laden vive confortavelmente no Noroeste do Paquistão

Li no site da RTP que "a Nato acredita que Osama Bin Laden e o seu número dois, Ayman Al-Zawahiri, estão actualmente a viver no Paquistão. O fundador da Al Qaeda e o seu lugar-tenente estarão a habitar em casas, sob protecção dos habitantes locais e de alguns membros dos serviços secretos paquistaneses. O Governo de Islamabad já desmentiu categoricamente estas afirmações que foram feitas à CNN por uma fonte altamente colocada da Aliança Atlântica. “Ninguém da Al-Qaeda está a viver numa gruta“ disse o responsável da NATO, que recusou ser identificado devido à natureza sensível das informações envolvidas. Em vez disso, disse ele, a cúpula da Al-Qaeda encontra-se a residir em casas, gozando de relativo conforto, numa das zonas tribais do noroeste do Paquistão que faz fronteira com o Afeganistão. A fonte disse à CNN que a região onde Bin Laden e o egípcio Al-Zawahiri se encontram escondidos nos últimos anos se estende desde o Chitral (uma área montanhosa do noroeste do Paquistão próxima da fronteira chinesa), até ao Vale de Kurram, situado próximo da região de Tora Bora (onde os Talibã tinham uma das suas praças fortes à data da invasão liderada pelos EUA em 2001). A área em causa tem uma extensão de centenas de quilómetros quadrados, de terreno montanhoso e inóspito e é habitada por tribos ferozmente independentes.
Mullah Omar também está no Paquistão
Nem só os responsáveis máximos da Al Qaeda terão encontrado refúgio no Paquistão. O informador confirmou também à CNN que o líder dos Talibã afegãos, Mullah Omar, se tem vindo a deslocar entre as cidades de Quetta e Carachi ao longo dos últimos meses, tal como tinham afirmado recentemente fontes militares nos Estados Unidos.A fonte da CNN não quis revelar como a NATO obteve estas informações, mas trata-se, segundo a cadeia de TV norte-americana, de alguém que tem acesso à algumas das informações mais secretas de que a Aliança dispõe.
Governo Paquistanês desmente
O Governo de Islamabad veio entretanto negar veracidade a toda esta questão. “Desminto categoricamente as informações sobre a presença de Osama Bin Laden, de Ayman Al-Zawahiri, ou mesmo de Mullah Omar no Paquistão”, disse o ministro do Interior, Rehman Malik, durante uma conferencia de imprensa em Carachi “Sempre dissemos que se alguém tivesse qualquer informação para nos dar, tomaríamos medidas. Osama Bin Laden, Hakimullah Meshud (chefe dos Talibã paquistaneses), Ilyas Kashmiri (chefe rebelde islamista) e todos os outros terroristas são agentes anti-islâmicos e anti-Paquistão e mercenários assassinos, se tivéssemos informações agiríamos contra eles” disse o ministro paquistanês, reforçando: “Osama Bin Laden não está no Paquistão”.
Forças rebeldes engrossam de ano para ano
A fonte anónima da CNN que, segundo a cadeia de TV, detém responsabilidades de alto nível na gestão diária da guerra, também ofereceu um quadro do desenrolar do conflito potencialmente menos optimista do que o que tem sido admitido publicamente. Apesar dos ataques militares “todos os anos os rebeldes conseguem gerar mais e mais efectivos”, disse. Embora tenha havido progresso em áreas onde as forças da coligação estão estacionadas, nas outras áreas “não sabemos o que se passa”. A fonte explicou que uma estimativa interna da aliança calcula que haja entre 500.000 a um milhão de homens “hostis” entre os 15 e os 25 anos ao longo da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão. Na sua maioria são afegãos de etnia Pashtun, constituem cerca de 95 por cento das forças rebeldes, e levam a cabo ataques para ganhar dinheiro e não para defender a ideologia Talibã. Por isso, para que a guerra do Afeganistão seja bem sucedida, o informador da NATO considerou “absolutamente vital” que o Governo de Cabul satisfaça algumas das necessidades deste grupo, fornecendo segurança, desenvolvimento económico e empregos. “Estamos a ficar sem tempo” concluiu".
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