quarta-feira, novembro 03, 2010

Associação Portuguesa de Agentes de Viagens: Campanha voo e hotel nos Açores “é um erro grosseiro e monumental”

Li no Correio dos Açores num texto do jornalista João Paz que "a campanha que a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores esta a promover, com o apoio do governo regional, “é um verdadeiro erro de casting na formação do seu produto”. As afirmações foram proferidas por Pedro Costa Ferreira, Coordenador do Capítulo de Operadores da APAVT – Associação Portuguesa de Agentes de Viagens e Turismo, num encontro com jornalistas em Ponta Delgada. Costa Ferreira cita as palavras dos promotores da campanha, a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, de que o principal distribuidor são os agentes de viagens e, depois, explica: “O único mercado emissor – dados até Agosto – que cresceu para as ilhas foi o mercado nacional. Os mercados internacionais desceram. Vai-se promover no único mercado que cresceu até Agosto, baixando o preço e desvalorizando o destino. E, simultaneamente, afastando quem fez com que este mercado crescesse – Os agentes de viagens? Isto é um erro grosseiro, monumental e não é um tiro no pé é um tiro na perna”, completou. Sublinha o “erro” que constituiu o enfoque da promoção no preço ao arrepio de tudo o que se vinha fazendo”. Isso porque a Região “sempre colocou o enfoque das suas campanhas nas suas valências, orientando-as para a divulgação das suas mais-valias”. Costa Ferreira explicou que a campanha é “um erro”, primeiro, porque “obriga” os turistas a estarem cinco noites na Região com o argumento de que “é preciso que as pessoas estejam cá mais tempo”. Contudo, refere, “dois males não fazem um bem. A campanha não pode durar cinco noites se apresentarem o produto, como o fazem, “sem nada para fazer durante cinco dias. Começa por esta desadequação”. Afirmou que esta campanha, promovida agora pela Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, “pretende induzir no consumidor português: venha porque o voo é grátis que, entretanto, foi substituído pelo voo incluído. Foi confusão em cima de um mau começo”. Na opinião de Costa Ferreira, esta “desvalorização do destino tem uma consequência a curto prazo notável. É a mesma coisa que se tentar fazer uma promoção de carros em que o motor é à borla. As pessoas desconfiam de coisas à borla e os Açores não precisam ser vendidos por ser à borla”. O Coordenador de Operadores da Associação de Agentes de Viagens de Portugal explica que este efeito de ‘vender à borla’ “vai durar no médio prazo”. Até porque “temos conhecimento que quando se desvaloriza num ano um destino, o selo fica colado e deslocar este selo é difícil e dura muito tempo”. Revela o conhecimento de comunicações de operadores internacionais que “estão a dizer, afinal, este preço para os Açores é muito caro. Parece que há aí uns voos à borla”.

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