quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Cada um acredita no que quer: Turismo de Portugal nega ter prejudicado jornal Público...

Segundo o Sol, "o Turismo de Portugal negou hoje que tenha prejudicado o jornal Público, esclarecendo que as inserções publicitárias que fez no jornal, na altura dirigido por José Manuel Fernandes, «foram aquelas que constavam inicialmente na proposta da Carat». Na quarta-feira, o ex-director do Público, José Manuel Fernandes, que falava na comissão parlamentar de Ética - no âmbito do processo sobre liberdade de expressão e alegada interferência do Governo na comunicação social -, afirmou ter conhecimento que o Turismo de Portugal deu instruções a uma agência de meios para não divulgar uma campanha publicitária no jornal que dirigiu. Fonte oficial do organismo disse que tais declarações «não correspondem à verdade», adiantando que a contratação de publicidade é distribuída pelas centrais de meios (responsáveis pela intermediação da venda de tempo/espaço pelos Media) através de um concurso público e que «as inserções que o Turismo de Portugal fez no [jornal] Público foram aquelas que constavam inicialmente na proposta da CARAT, nem mais nem menos». «O Turismo de Portugal trabalhou com a OMD até final de 2008, passou a trabalhar com a Carat a partir do concurso público efectuado em 2009 e tem actualmente em curso de lançamento novo procedimento concursal para a contratação de publicidade a efectuar nos próximos meses», adiantou a mesma fonte. A fonte esclareceu ainda que a «proposta seleccionada pelo júri constituído pelo Turismo de Portugal em 2009 (júri esse que aliás não integra nenhum dos membros do conselho directivo) é aquela que potencia o valor atribuído ao plano de meios, ou seja, aquela que se mostra mais vantajosa em termos de custo/benefício e de endereçamento aos públicos-alvo a atingir». O presidente da Carat Portugal, André Freire Andrade, negou ter «em algum momento» prejudicado ou beneficiado algum órgão de comunicação social a pedido daquela instituição". Uma sugestão, simples e barata: peçam ao Tribunal de Contas uma auditoria específica a esta campanha, investigando tudo o que foi gasto, como e onde foi gasto, quem ficou (meios de comunicação social) de fora e quem foi abrangido. E quanto custou, quando ganhou a agência intermediária, qual, foi a facturação de cada meio de comunicação social beneficiado, quem encomendou a esta agência esta campanha, se por concurso, se por ajuste directo, etc. Depois disso vamos saber a verdade e acreditaremos em quem falar verdade. Mas só depois disso...

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