quarta-feira, outubro 14, 2009

Uma história simples com episódios esquisitos...

Gostaria de referir, sobre o assunto parlamentar constante do comentário anterior a este, o seguinte:
- tanto quanto sei o assunto foi colocado informalmente em Agosto e por um deputado;
- o assunto surpreendeu o PSD porque pareceu esquecido (?) da norma estatutária, embora tal matéria não lhe diga respeito;
- ao PSD, incluindo-me nesse lote, é-me indiferente se é o deputado X ou Z que entra ou sai;
- não há ligação nenhuma com este assunto e a candidatura de Freitas e só por nojentice é que se pode falar nisso. Eu próprio dei conta dessa situação neste blogue antes das legislativas!
- Jaime Leandro, que em principio ficará à luz da norma estatutária, apoia a candidatura de Freitas, foram ambos demitidos por Gouveia, têm melhor que ninguém condições para se entenderem. O meu conselho ou sugestão ao PS qual é? Este: Jaime Leandro que envie imediatamente à Mesa uma carta prescindindo o seu lugar, se está disponíel para isso, alegando as razões constantes do Estatuto e do Regimento para a figura da suspensão do mandato, e Vítor Freitas continuará no parlamento. Nada mais simples.
- qual a alguns profissionais da comunicação social, lamento mas tenho que dizê-lo, as interpretações pessoais ou políticas de cada um, bem como as sugestões dos deputados da oposição, valem zero. Neste caso cabe à Comissão de Regimentos emitir um parecer à luz de uma situação que nem sequer é normal, porque muito raramente temos deputados a ir e vir de Lisboa para o Funchal. O problema do PS é que quase 50% dos eleitos em 2007 (3 em 7 deputados) pediram suspensão dos mandatos.
- A minha opinião pessoal: a norma estatutária é absurda. Assim como necessita de imediata revisão os procedimentos subjacentes à libertinagem que hoje caracteriza o processo de suspensão dos mandatos dos deputados. Esta coisa de haver deputados que suspendem o mandato por 6 meses renováveis por razões profissionais ou políticas fortes, mostra que essas mesmas razões deveriam ser impeditivas da sua candidatura. O problema provavelmente reside na falta de coragem para se disciplinar esta matéria.

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