segunda-feira, outubro 12, 2009

José Luis Cabrita

Há lapsos imperdoávreis. Devido a esta azáfama eleitoral, o tempo para dispesarmos aos jornais nem sempre é o adequado. Só ontem à noite, para surpresa minha, tomei conhecimento do falecimento do José Luís Cabrita, um homem da comunicação social que conheça há mais de 30 anos, um amigo, responsável por uma série de eventos e de actividades. Do José Luís Cabrita retenho o seu inconformismo, sempre a tentar fazer coisas novas, sempre a abalançar-se em projectos editoriais, alguns dos quais depois não foram continuados por falta de apoio. Mas ele começava-os sempre. O Madeirem-77, primeiro encontro de emigrantes madeirenses na Madeira, foi da sua iniciativa. Tive pena de não ter estado com ele nos últimos dias de vida, por exemplo quando lançou recentemente no Funchal um livro. Tive pena de não lhe ter ido prestar a última homenagem no funeral. Do José Luís Cabrita nunca tive razão de queixa, assim como ele em relação à minha pessoa. Entre outros amigos, o José Luís vai certamente reencontrar-se, algures para onde vamos todos após a morte, outro seu grande amigo, e que recordamos com saudade, porque era um homem bom, o José António Gonçalves, antigo jornalista do Jornal da Madeira, escritor e poeta. Um homem que morreu antes do seu tempo, porque foi incapaz, como todos nós, de alterar o nosso próprio destino.

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