sábado, setembro 12, 2009

PSD-Madeira: comunicado do Conselho

"1. O Conselho Regional da Madeira do Partido Social Democrata aprova e congratula-se com a proposta de revisão constitucional aprovada pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma, já dada a conhecer a toda a população através da sua publicação integral na imprensa diária de domingo 6 de Setembro. Considera-a condição necessária e absoluta para o Desenvolvimento Integral futuro do arquipélago, num mundo globalizado e que, em termos diferentes, terá de desenhar novas fórmulas de estruturação e funcionamento das Economias, com prioridade dos objectivos sociais, nomeadamente o Emprego, assentes nos Princípios da descentralização, da identidade e da proximidade das soluções a tomar. Assim, solicita aos Deputados sociais-democratas eleitos pela Madeira, a sua apresentação na nova legislatura da Assembleia da República, bem como se congratula pelo facto de o Programa nacional que o Partido Social Democrata apresenta para as eleições de 27 de Setembro, acolher tal apresentação.
2.O PSD , profundamente reconhecido, agradece a todos os Cidadãos que, em número sem precedentes, participaram na Festa da Autonomia e da Liberdade no Chão da Lagoa, bem como no Comício do Porto Santo em Agosto, manifestações populares democráticas inequívocas do desejo legítimo de “mais autonomia” pelo Povo Madeirense.
3.As eleições de 27 de Setembro, para a Assembleia da República, e de 11 de Outubro, para as Câmaras, Assembleias Municipais e Juntas de Freguesia, revestem-se de uma importância decisiva, quer para Portugal no seu todo, quer para o futuro da Região Autónoma da Madeira. Os Portugueses, e o Povo Madeirense em especial, sabem o que significaria a continuidade de um Governo Sócrates. Os Madeirenses e Portossantenses sabem o que significaria quebrar a articulação e a cooperação político-financeira entre o Governo Regional e as Câmara Municipais, assim comprometendo a unidade do “Projecto Madeira”, cujo sucesso dos últimos trinta anos ninguém inteligente ou de boa-fé contestará. A verificação de duas eleições sucessivas, no prazo de duas semanas, não deve desmotivar seja quem for, o que, a se verificar, só faria o jogo daqueles que, cansando o Povo, querem-No afastar da participação democrática. O Conselho Regional da Madeira do Partido Social Democrata aprova as listas de candidatos, propostas às referidas duas eleições, bem como os critérios que lhes estão subjacentes, e ainda, também e numa perspectiva de Região Autónoma, os Programas nacional, regional e autárquicos que o PSD apresenta.
4.O Conselho congratula-se pelo facto de o Programa nacional do Partido Social Democrata se comprometer a rever o presente quadro discriminatório, injusto e partidariamente sectário, também quanto às finanças regionais, desenhado e imposto pelo Governo Sócrates e como tal reconhecido pelo próprio Governo Regional dos Açores, e que contraria a vontade expressa pelo Povo Madeirense nas eleições de 2007, às quais o partido socialista declarou não reconhecer qualquer significado. Bem como se regozija pelo novo clima de normalização institucional, de cumprimento dos compromissos do Estado e de novas medidas de transferência de competências a que o referido Programa nacional igualmente se compromete.
5.O Partido Social Democrata apela ao justo castigo daqueles que, ou integrando o Governo Sócrates, ou eleitos pelo Povo Madeirense, traíram quem os elegeu, propondo ou cumpliciando as medidas socialistas contra a nossa população.Traíram o Dever de acautelar a Economia e o Emprego dos Madeirenses e Portossantenses, sem olhar às consequências principalmente para as classes mais desfavorecidas. E agora, ainda mais descaradamente, são aliados nitidamente comprovados dos “interesses” da “Madeira Velha” e dos seus sabotadores fascistas. Procuram disfarçar tudo o que resulta das suas atitudes de TRAIÇÃO, aparecendo a fingir se condoer dos males que eles próprios causaram, tentando culpabilizar a governação regional que obstaculizaram, e mentindo sobre falsas “benesses”. Tal gente traidora é co-responsável por um roubo financeiro ao Povo Madeirense, superior a metade de um Orçamento Regional, o que levou ao quase impossível de governar quatro anos com apenas disponibilidades orçamentais para pouco mais de três.
7.Neste quadro, alerta-se também o Povo Madeirense para o eventual aparecimento de “sondagens”, cuja aldrabice ficou comprovada nas recentes eleições europeias. No Continente, as sondagens são manipuladas em favor de criar a ideia de que o partido socialista é um “vencedor”. Pelo contrário, na Madeira, tal estratagema é utilizado para fazer crer que o PSD terá um número excessivo de votos.
8. Não pode o Partido Social Democrata deixar de se solidarizar com os Trabalhadores despedidos pela Administração do “Diário de Notícias” do Funchal, sendo tais administradores os únicos responsáveis pelo estado a que o matutino chegou:
a) Depois de ter apoiado a ditadura, a orientação editorial do “Diário de Notícias”, num repente e até hoje, colou-se ao partido comunista e aos sócios socialistas da família proprietária, numa estranha aliança dos propósitos marxistas na Região, com os “interesses” ilegítimos do passado. Pelo contrário, os responsáveis sociais-democratas, eticamente, sempre incentivaram e apoiaram as iniciativas do Grupo Blandy’s, não confundindo as restantes Empresas com o “diário de notícias”.
b) Assim, viola o seu Estatuto Editorial, desacreditando-se, e está em rota de colisão com a grande maioria da população e dos Empresários, contra quem, cirurgicamente, move campanhas, mistério Blandy’s ainda por explicar à população madeirense.
c) Vivem em constante instabilidade directiva, culminando agora em gente sem um mínimo de qualidade sócio-cultural, a qual instrumentaliza o diário em conflitos pessoais patologicamente obsessivos.
d) Admitiu excesso de pessoal, seguindo um critério político que agravou o extremar da sua orientação editorial, sendo este tipo de gente que detém as chefias e que beneficia de benesses diferenciantes dos restantes Trabalhadores, incompatíveis com a verificada degradação da Empresa.
e) Erradamente, não manteve o grafismo tradicional de decénios, que consolidava a imagem. Antes sucederam-se constantes alterações, sendo a última um desastre, tanto em qualidade, como financeiramente.
f)Reduziu a Informação, censurando à população a dimensão do que de facto ocorre na Região Autónoma, distorceu factos, assumiu um negativismo absoluto quanto ao realizado post-Autonomia, hostilizou os sentimentos e Valores da maioria da Opinião Pública, é o jornal diário mais desmentido em Portugal. São estas as causas evidentes da situação em que se encontra, e não o Governo Regional, nem o PSD, e muito menos o “Jornal da Madeira”, todos permanentemente agredidos no “Diário de Notícias”.
9. Aliás, na presente situação política portuguesa sob controlo socialista, o pretendido pelo “D.N.” do Funchal é uma das peças na tentativa de controlo monopolista da Opinião Pública pela pseudo-“esquerda”. Veja-se a pretensão socialista de fechar o “Jornal da Madeira” e Rádios privadas na Região não alinhadas com Sócrates, vergonha que não mereceu qualquer solidariedade do “diário de notícias” com os Trabalhadores assim ameaçados, nem da sua rádio TSF, também sob direcção comunista, nem da RTP/RDP na Madeira, estas hoje autênticas “propriedades” socialistas e que indiciam submissão a um “chefe” que, querendo parecer “oculto”, todos sabem quem é. A RTP/RDP na Madeira defraudam ilegalmente o “serviço público”, ocultando Informação ao Povo Madeirense ou reduzindo-a ao mínimo conforme interesses políticos, bem como boicotando aos Órgãos de governo próprio da Madeira o Dever constitucional de informar, e ainda violando os Princípios da objectividade, da imparcialidade, da proporcionalidade e do contraditório. Hoje, culminado com o recentemente sucedido na TVI, os Portugueses – e sobretudo os Madeirenses – têm a noção de como, quer na comunicação social, quer nos restantes sectores, os Direitos, Liberdades e Garantias dos Cidadãos se encontram ameaçados por socialistas e comunistas.
10. O Conselho Regional qualifica de COVARDES, uns indivíduos que, na comunicação social de Lisboa, ofendem o civismo do Povo Madeirense, aliás sempre demonstrado enquanto em Lisboa sustentavam ditaduras e, posteriormente, tentaram impôr outra aos Portugueses. Tais indivíduos são COVARDES, na medida em que a falsa acusação de “asfixia democrática” é feita sem a presença de quem possa defender a Madeira, nem tal defesa é sequer facultada. Nomeadamente tudo isto sucede integrado num sistema de debates televisivos, em que posteriormente é montado um esquema de pseudo-comentadores para aguentar Sócrates e atacar principalmente a Líder nacional do PSD. Com os problemas surgidos na Banca, inclusive sabe-se como proprietários de meios de comunicação social, vêm nas mãos deste Governo socialista a resolução das suas aflições. Esta questão da asfixia democrática “na” Madeira, quando ela existe SOBRE a Madeira, não só põe em causa as Entidades encarregadas de velar pelo Estado de Direito, nomeadamente o Representante da República e a Magistratura, como visa COVARDEMENTE:
-fazer esquecer a asfixia que José Sócrates impôs ao Povo Madeirense, instrumentalizando partidariamente o Estado e os dinheiros dos Portugueses;
-fazer esquecer as mentiras constantes que, sob o Governo Sócrates, se abateram sobre os Portugueses, não tendo sido honrados por Sócrates, nem as suas promessas eleitorais, nem os compromissos do Estado;
-fazer esquecer os sucessivos escândalos em que apareceu o nome de Sócrates, bem como os conflitos com que ofendeu várias Classes Profissionais
11. É pelo ressurgimento de Portugal,
É pela Refundação da República,
É por mais Autonomia para a Madeira,
É pela defesa das Liberdades democráticas,
que o Partido Social Democrata apela ao voto do Povo Madeirense nas eleições de 27 de Setembro e de 11 de Outubro.
Às urnas, Cidadãos!”.

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