domingo, agosto 23, 2009

O caso da alteta sul africana (I)

Não se conhecem ainda os resultados sobre esta incrível história ocorrida nos munduiais de altetismo que hoje terminam em Berlim. Tudo por causa desta notícia: "Os 800 metros femininos têm um novo fenómeno, a sul-africana Caster Semenya, de apenas 18 anos, que ganhou a final dos Mundiais de atletismo de Berlim, rodeada de polémica sobre a sua feminilidade. Quem a vê correr, plena de força, tem dificuldade em dizer que é uma rapariga e a própria IAAF está consciente disso e assegura que já está a investigar o caso, a fundo. Ninguém apostaria naquela vitória, já que em 2008 a queniana Pamela Jelimo ganhou tudo, incluindo Jogos Olímpicos e Liga Dourada, parecendo imbatível. E o mais incrível - traços de masculinidade à parte - é a idade das duas: Pamela ainda não tem 20 anos, Caster tem 18 e em 2000 ainda vai poder correr no Mundial de juniores. Em Berlim, Pamela nunca se encontrou e ficou-se pelas meias-finais, deixando aparentemente o caminho aberto para a sua compatriota Janeth Jepkosgei revalidar o título. Bem tentou, mas de nada valeu: quando Caster foi para a frente, a 150 metros, destacou-se, com assombrosa força, para uma vitória folgadíssima. Possante como é raro ver-se nas pistas - com traços masculinos ainda mais acentuados que em Pamela - , Caster só foi descoberta para o atletismo em campeonatos escolares em 2007, em Port Elizabeth. Em 2008 a sua preparação começou mais a sério e foi aos Mundiais juniores, para ganhar experiência, ficando apenas em sétima.
Jovem de 18 anos tem corpo e rosto masculinos e força pouco comum
Fechou 2008 com 2.04,23 minutos nos 800 metros e em Janeiro deste ano mudou-se para Pretória, para treinar com Michael Seme, que viu nela um verdadeiro "diamante por lapidar". Foi rápido, o processo: disseram-lhe que contavam com ela para os Mundiais, mas antes pediam-lhe que batesse os já antigos recordes nacionais júnior (de Zola Budd) e absoluto (de Zelda Pretorius). Em Março, na África do Sul, caiu a marca de Budd, com 2.00,58, mas o mais espectacular estava para vir. Quase em véspera de Mundiais, em 31 de Julho, nos Campeonatos Africanos de Juniores, em Bambous, Maurícia, corre em 1.56,72. Mais que o objectivo pretendido, era a liderança mundial, absoluta, de 2009.
Federação tem dúvidas sobre sexo da atleta
Nos Mundiais, "passeou-se" pelas primeiras corridas e na final "explodiu" com 1.55,45, deixando o público boquiaberto. O choque inicial nas bancadas passou para antipatia, dada a forma como celebrou, demonstrando uma arrogância e menosprezo pelos adversários raramente vistos. Talvez uma resposta às dúvidas lançadas sobre a sua feminilidade, uma "nuvem de suspeição" que levou mesmo a IAAF a pedir explicações à Federação sul-africana de atletismo (ASA), instada a mostrar documentos. Nada que "tire o sono" ao treinador: "Compreendemos que se coloquem essas perguntas, porque de facto parece um homem. A curiosidade é humana...", diz.
Hermafrodita?
A ASA assegura que nunca levaria Caster a Berlim se duvidasse do seu sexo - falou-se de ser um rapaz, ou mesmo de ser hermafrodita. As dúvidas sobre a sexualidade de algumas atletas não é caso novo, existe desde sempre. O caso mais famoso é a da polaca Stella Walsh, medalhada nos Jogos Olímpicos Los Angeles em 1932 de Berlim, em 1936. A suspeita só se confirmou quando morreu, em 1988, e ficou provado que os genitais externos não tinham a aparência física de nenhum dos sexos"
. (veja este video)
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Aqui pode ver o video da SIC com a notícia "Federação tem dúvidas sobre sexo da sul-africana que venceu os 800 metros".

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