Legislativas-2009: os cinco cenários do Expresso
Com o título "Maioria a dois é muito difícil. Mas há o Bloco Central", publica a última edição doi semanário Expresso um trabalho no qua fez as contas, distrito a distrito que apontam, para uma conclusão como refere Ricardo Costa: "Maioria só no Bloco Central. Mas a AD pode lá chegar. O exercício que Rui Oliveira e Costa faz nesta página confirma a forte possibilidade de ser muito difícil que dois partidos consigam assegurar uma maioria estável na próxima legislatura, com 116 deputados (o Parlamento tem 230 assentos). Partindo de cinco modelos possíveis: Bloco Central com empate PS/PSD, Bloco Central com vitória do PS, Bloco Central com vitória do PSD, Esquerda em alta com vitória do PS e Direita em alta com vitória do PSD, as conclusões são claras: o PS não deve conseguir formar maioria só com o Bloco ou só com o PCP e é difícil o PSD garantir a estabilidade só com os deputados do CDS-PP. O estudo foi feito distrito a distrito, excluindo os votos da emigração, onde pequenas variações no número de voto decidem a eleição de quatro deputados. Publicamos nesta página, na íntegra, o modelo que se aproxima das sondagens mais recentes, com o PS e o PSD virtualmente empatados. No cenário de empate ou de votações próximas entre PS e PSD, a única maioria é mesmo a do Bloco Central. O PS não a consegue só com um dos partidos à esquerda e o PSD também não a garante apenas com o CDS. Nesse cenário, um governo minoritário seria o mais provável. No cenário mais favorável ao PSD (com 36% e o PS distante), a bancada laranja pode chegar a um tecto máximo de 98 deputados. Nesse caso, o CDS dificilmente ultrapassará os 17 (com 8,8%). Mas os deputados da emigração, onde o PSD elege sempre, garantiam uma maioria à risca.Do lado socialista, o cenário não é muito diferente: com uma votação nos 36,9%, o PS pode atingir um tecto de 99 deputados. Nesse caso, uma única bancada à sua esquerda (Bloco ou PCP), a somar aos eleitos da emigração, assegura a maioria. Aqui, o PSD tem uma clara vantagem. Um acordo com o CDS é possível. À esquerda isso é mais do que duvidoso. Este trabalho é complementado com um texto de Rui Oliveira e Costa, intitulado "Votos traduzidos em mandatos".
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