segunda-feira, maio 11, 2009

José Sócrates na Madeira...

Tudo indica que o primeiro-ministro deverá deslocar-se à Madeira esta semana, julgo que no âmbito das iniciativas tomadas pelo governo socialista da República. Embora sem confirmação, para além de ninguém conhecer o programa da visita é bem provável que Monteiro Diniz possa ser a única entidade com quem José Sócrates se encontrará, para além de um ou dois membros do Governo Regional. Eventualmente Sócrates poderá retribuir a audiência que lhe solicitou em Fevereiro passado, em Lisboa, o Presidente da Assembleia, Miguel Mendonça. Segundo o digital Portugal diário, "José Sócrates desloca-se na próxima sexta-feira à Região Autónoma da Madeira. Será a sua primeira visita oficial, desde que foi eleito em 2005. A informação foi confirmada ao tvi24.pt por fonte oficial. A mesma fonte acrescenta que o primeiro-ministro «vai e vem» no mesmo dia, «como em qualquer viagem a outra zona do país». Já agendados estarão encontros com as autoridades regionais. A educação e o turismo deverão ser temas em destaque". A notícia seria depois desenvolvida pela Lusa, segundo a qual "o gabinete da presidência do Governo Regional confirmou a visita, apontando que o programa prevê um encontro com o representante da República, outro com um grupo de hoteleiros e a entrega de computadores Magalhães", a que se junta a curiosidade de João Carlos Gouveia, líder socialista local, se ter assumido como uma espécie de representante na região do primeiro-ministro. Registe-se ainda as reacções da oposição, em declarações à Lusa. Uma coisa é certa, acreditem ou não no que escrevo: a normalização das relações institucionais, e nem sequer falo no relacionamento pessoal, entre a região e Lisboa, enquanto José Sócrates estiver no poder e com maioria absoluta, não se alterarão um milímetro que seja relativamente ao que elas têm sido até hoje, praticamente inexistentes. Ao que julgo também saber, embora sem confirmação, Sócrates não queria chegar ao ciclo eleitoral que se aproxima sem ter visitado oficialmente a Região Autónoma, pelo que esta visita tem presente uma marca eleitoral. Jaime Gama poderá ter sido decisivo no convencimento de Sócrates de que a sua não deslocação à Madeira penalizaria os socialistas locais e irritaria a opinião pública madeirense.

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