quarta-feira, abril 15, 2009

Miguel Sousa não vai dizer nada?

O ex-vice-presidente do governo, ex-responsável pela pasta das finanças e actual vice-presidente do parlamento, Miguel Sousa, metido hoje ao barulho por causa da palhaçada da dívida de 80 milhões que a idiotice socialista, colonial e xenófoba, de Lisboa vem agora reclamar à Madeira, com o objectivo de nos entalar - depois de terem tapado um buraco de 3.000 milhões no BPN resultante das patifarias e da corrupção da qual ninguém sabe a verdade - não vai dizer nada sobre o assunto? Acho que devia.
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Enquanto isso recordo uma notícia do verão passado: "As dívidas oficiais dos países africanos lusófonos (PALOP) a Portugal aumentaram 18 por cento em 2007, face ao ano anterior, para 1,12 mil milhões de euros, revelam dados do Ministério das Finanças, refere a agência Lusa. A dívida de Moçambique (248 milhões de euros), que será cancelada progressivamente até 2025, na sequência de um acordo bilateral assinado, representa mais de um quinto (22 por cento) do «stock» da dívida oficial dos PALOP a Portugal. O montante total inclui créditos directos do Estado português (841 milhões de euros) e créditos garantidos pelo país (283,6 milhões de euros). O último relatório do Banco de Portugal sobre as relações comerciais e económicas entre o país e os PALOP indicava que no final de 2006, a dívida dos cinco países africanos ascendia a 1.517 milhões de dólares, mais 18 por cento do que os dados mais recentes.
Portugal perdoa dívida de São Tomé e Príncipe
Tendo em conta as decisões da União Europeia no sentido de cancelar a totalidade da dívida de São Tomé e Príncipe (22 milhões de euros), «Portugal deverá dar agora seguimento à implementação de um acordo que concretize o referido cancelamento, tendo o Clube de Paris já confirmado o seu compromisso de perdão total», disse fonte oficial do Ministério das Finanças. Quanto à Guiné-Bissau espera até 2010 «quando se implementa um acordo conducente ao perdão da dívida». Bissau deve a Lisboa 82 milhões de euros, enquanto Cabo Verde deve 96 milhões de euros, repartidos de forma quase igual entre dívida directa e garantida. A maior fatia da dívida dos PALOP a Portugal é a de Angola, 440 milhões de euros, que no âmbito de acordo bilateral assinado em 2004 serão pagos a partir de 2009, ao longo de 30 anos, com uma taxa de juro de um por cento".

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