quarta-feira, abril 15, 2009

Internet: estudo sobre liberdade em 15 países

Li no site do Sindicato dos Jornalistas que "a organização não governamental Freedom House elaborou um estudo acerca da liberdade na Internet em 15 países durante os anos de 2007 e 2008, que embora revele que os governos tentam cada vez mais controlar o ciberespaço, também denota que o activismo cívico através da rede tem vindo a aumentar, sobretudo em estados repressivos. O estudo, intitulado “Liberdade na Net”, considerou a China, Cuba, Irão e Tunísia como estados “não livres” no que toca à liberdade online , enquanto Egipto, Georgia, Índia, Malásia, Quénia, Rússia e Turquia foram classificados de “parcialmente livres” e a África do Sul, o Brasil, a Estónia e o Reino Unido indicados como “livres”. Porém, tanto regimes repressivos como governos democráticos são visados no relatório por levarem a cabo práticas de vigilância na Internet e por não informarem devidamente os utilizadores acerca de padrões de monitorização, censura e punição de cibernautas. Apesar desta situação, a directora-executiva da Freedom House, Jennifer Windsor, salienta “o facto de os cidadãos, mesmo em países altamente repressivos como China, Cuba e Irão, estarem a responder ao crescente controlo governamental sobre a Internet com criatividade e coragem”, através de blogues, truques de programação e organização de protestos e de grupos através de redes sociais, como o Facebook. A Freedom House desenvolveu este estudo piloto para melhor compreender as ameaças emergentes à liberdade na Internet e ao uso de telemóveis, avaliando cada país com base nas barreiras ao acesso, as limitações ao conteúdo e as violações aos direitos dos utilizadores. A organização espera que estudos futuros sobre o tema possam revelar qual a situação que se vive nos restantes países do mundo".

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