domingo, março 15, 2009

Açores: polémica envolvendo a SATA

Segundo o jornal União, "o grupo parlamentar social-democrata garante que esta decisão coloca em causa a eficácia do serviço público e o CDS/PP, que apresentou um Projecto de Resolução no parlamento regional, quer que o executivo dos Açores “promova as iniciativas de sua competência no sentido garantir que pelo menos um dos aviões da nova frota da SATA Air Açores” fique com base permanente nas Lajes.Os deputados do PSD, eleitos pela Terceira, alegam que pelo facto de vivermos em ilhas torna-se absolutamente necessário assegurar as respostas ao nível da protecção civil e do apoio às populações em caso de catástrofe ou de qualquer situação de emergência, bem como “pelas naturais circunstâncias meteorológicas do arquipélago, o que fica claramente comprometido com o isolamento apenas numa ilha de toda a frota da companhia aérea regional”.“É essencial que, pelo menos, uma das aeronaves da SATA tenha a sua base no Aeroporto das Lajes”, afirmam.Os sociais-democratas exemplificam com o que se passou quinta-feira passada nos Açores. Por razões climatéricas (nevoeiro na pista), o aeroporto de Ponta Delgada ficou encerrado, no final da manhã de quinta-feira, e todas as operações para as restantes ilhas ficaram comprometidas. “A necessidade de promover a troca de tripulações a meio do dia em Ponta Delgada, fez com que tal operação não se pudesse ter realizado e com isso deixaram em terra os aparelhos (dois na Terceira e um no Faial) e centenas de passageiros de várias ilhas do arquipélago, apenas, porque não havia uma tripulação na ilha Terceira”.O líder do CDS/PP dos Açores lembra mesmo que desde o início dos anos noventa o Dornier tem base na Terceira e que “durante anos, no Inverno, chegou a ter base na Ilha Terceira um British Aerospace ATP”.“O facto de, não obstante o esforço de modernização da estrutura aeroportuária regional, as perturbações climáticas, sobretudo no Inverno, continuam condicionando a operacionalidade de algumas estruturas”, lembra Artur Lima. Os populares dizem mesmo que a SATA “não pode ser gerida na base de uma filosofia centralista e economicista” e querem que a Assembleia Regional aprove uma recomendação que obrigue o governo regional a interferir nesta matéria.Para garantir uma melhor operacionalidade, gestão de rotas, frota e tripulações “é útil e importante que haja pelo menos uma aeronave estacionada na Terceira”, explicam, garantido que a concentração das aeronaves em S. Miguel é “uma medida de má gestão”.Para este partido a opção de manter uma aeronave na Terceira “acarretaria significativas melhorias no planeamento de voos entre os grupos central e ocidental, bem como facilitaria a deslocação de e para o exterior a qualquer açoriano, ou carga, de uma ilha sem ligação aérea directa ao exterior”.Lembrando que a SATA tem tripulações na Madeira e em Lisboa, o líder centrista reforça a ideia da necessidade do mesmo nas Lajes, para em caso “de inoperacionalidade da pista de Ponta Delgada” a região ter soluções alternativas. “Pode haver uma catástrofe ou um acidente que obrigue o aeroporto de Ponta Delgada a ficar fechado mais de um dia. Neste caso como é?”, questiona.
Segurança de voo
Em relação à nova frota, o CDS/PP dos Açores desafia o governo e a companhia aérea a assumirem publicamente a responsabilidade pelo facto “tripulações voarem com os aviões DASH Q200 e DASH Q400”. Segundo Artur Lima, “embora as duas aeronaves estejam certificadas para tal, as companhias internacionais estão a abandonar este tipo de prática para aumento da segurança de voo”. Este partido alega que é intenção da SATA utilizar as mesmas tripulações nos dois aviões e que esta medida não é aconselhável, sobretudo nos Açores onde existe condições específicas para operar em alguns aeródromos. Este motivo, segundo o CDS/PP, coloca por terra a argumentação da companhia necessitar de concentrar frotas e tripulações em S. Miguel".

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