Afinal as coisas mudam rapidamente. Não eram os Açores - e houve quem tivesse repetido à exaustão, e de forma elogiosa, essa atitude, vá lá saber-se porquê... - que recusaram a liberalização devido à dimensão do mercado? Pois bem, segundo li no Açoriano Oriental, num texto dos jornalistas Luís Pedro Silva e Pedro Lagarto, "a mesa de turismo da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) vai apresentar à Secretaria Regional da Economia “as suas ideias para o próximo concurso público de transporte aéreo internacional para os Açores”, numa reunião que vai decorrer na próxima sexta-feira, dia 13 de Março, em Ponta Delgada. Costa Martins, presidente da CCIPD, sublinha que a mesa de turismo do organismo que lidera “não concorda com uma liberalização total dos transportes aéreos, como aconteceu na Madeira, porque poderá ser um pau de dois bicos para residentes e turistas”. O representante dos comerciantes da maior ilha dos Açores mostra-se contra a adaptação na Região do modelo existente no arquipélago da Madeira, porque a realidade “é diferente”. “Na Madeira existe uma porta de entrada de turistas, enquanto nos Açores existem três portas de entrada e não devemos importar este modelo”, sublinha Costa Martins, em declarações ao AO online. Actualmente, o transporte aéreo entre os Açores, o Continente e a Madeira é assegurado, em regime de code-share, por duas empresas: a SATA Internacional e a TAP Air Portugal. No entanto, todos os anos, durante o mês de Maio, as companhias aéreas podem apresentar a sua candidatura para efectuarem voos na Região. Actualmente os empresários, ligados ao sector do turismo, pretendem a abertura da rota a voos ‘Low Cost’, para permitir um aumento do número de visitantes e, consequentemente, uma subida nas receitas das empresas na área do turismo. Na Europa, apenas os Açores e a Córsega não têm as ligações aéreo liberalizadas, e os aumentos verificados com o preço dos combustíveis durante os últimos dois anos, provocaram um aumento das dificuldades dos empresários ligados ao sector do turismo. O Governo Regional celebrou durante o ano passado um contrato com a companhia Air Berlin para a realização de voos ‘Low Cost’ entre a Alemanha e Ponta Delgada, mas existem diversas opiniões a solicitar a abertura dos voos ‘Low Cost’ entre Lisboa e Ponta Delgada, permitindo diminuir os custos com a mobilidade dos açorianos. A aplicação desta medida, depende da autorização do Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e do Instituto Nacional de Aviação Civil.Menos passageiros nos aeroportos
Entretanto, nove aeroportos e aeródromos açorianos registaram, em 2008, um total de 1,9 milhões de passageiros embarcados, desembarcados e trânsitos directos. Segundo o Instituto Nacional de Estatística, esse número representa um ligeiro recuo de 0,8 por cento, face ao movimento verificado no ano anterior. Em 2008, os aeroportos e aeródromos dos Açores verificaram porém, um aumento de 2,2 por cento no total das aterragens, que subiram de 16869 para 17244. Os dados do INE indicam que os aeroportos de Ponta Delgada, Lajes e Horta registaram reduções no número de passageiros embarcados, desembarcados e trânsito directos de 2,1; 2,2 e 0,5 por cento, respectivamente. O aeroporto de Santa Maria assistiu, pelo contrário, a um aumento de 3,3 por cento, registando-se aumentos de 9,7, 4,3 e 2,4 por cento no movimento de passageiros nas Flores, Graciosa e São Jorge.
Aumenta pressão para abrir a rota dos Açores
O Governo Regional deverá ser pressionado, este ano, a promover a abertura da rota de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo a voos ‘Low Cost’ com ligação a Lisboa. Os empresários ligados ao turismo defendem que esta medida vai aumentar as receitas e ultrapassar as dificuldades que se devem sentir durante o ano de 2009, devido à crise económica". Vamos ver o que vai acontecer por lá, até porque são dois governos socialistas a negociar. Isto se Carlos César achar piada à ideia...
Sem comentários:
Enviar um comentário