sexta-feira, janeiro 16, 2009

Madeira: a propósito da enfermagem

Aliás, quando se fala em enfermagem na Madeira, a primeira questão que começa a colocar-se, com pertinência, e que eu acho que deve ser discutida com toda a frontalidade, tem a ver com a coragem de haver quem aborde com coragem uma matéria que parece ser "tabu" e que tem a ver com o facto de precisarmos de saber se a Madeira, considerando a sua dimensão, territorial e quer enquanto mercado profissional, justifica a existência de duas instituições superiores de formação de profissionais de enfermagem, o que impede a concentração de recursos e de meios numa instituição única (e confesso que a UMa me parece ser, por natureza, o local adequado para isso), e qual a relação entre os estudantes que terminam a sua licenciatura e a capacidade de absorção destes por parte da estrutura regional de saúde, ou seja, qual o grau de dificuldade que hoje sentem para a sua plena integração profissional. Sinceramente acho que estas questões deveriam ser colocadas em cima da mesa, discutidas e analisadas com frontalidade e, caso se chegue a essa conclusão, que fossem tomadas as decisões consentâneas. Por exemplo seria interessante sabermos quantos profissionais de enfermagem estão neste momento sem colocação e quantos estão a trabalhar de forma precária. E se esta realidade estatística sustenta a pressão da frequência formativa exercida por duas instituições sem ligações entre elas.

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