A pobreza
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Li no site da RTP, que cita a Lusa, que "oito por cento das europeus adultos com emprego vivem abaixo do limiar de pobreza e 9,3 por cento dos que têm idade para trabalhar vivem em agregados familiares onde todos os elementos são desempregados, segundo a Comissão Europeia. O documento da Comissão Europeia, que assinala o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinala na sexta-feira, faz uma análise das tendências sociais nos Estados-Membros em relação aos objectivos comuns da estratégia da União Europeia para a protecção social e a inclusão."A pobreza em situação de trabalho é uma questão cada vez mais preocupante na maioria dos Estados-membros, tal como a integração no mercado de trabalho dos migrantes", refere o texto.Ter um emprego nem sempre protege as pessoas de estarem em risco de pobreza. Em 2006, oito por cento dos cidadãos da União Europeia com emprego vivia abaixo do limiar da pobreza, enfrentando assim dificuldades em participar plenamente na sociedade. Esta taxa variava entre quatro por cento ou menos na República Checa, Bélgica, Dinamarca, Países Baixos e Finlândia, 13 por cento na Polónia e 14 por cento na Grécia. A pobreza em situação de trabalho está associada a salários baixos, poucas qualificações, emprego precário e, muitas vezes, ao trabalho a tempo parcial involuntário. De acordo com o documento, este tipo de pobreza está também relacionada com o tipo de agregado familiar no qual os trabalhadores vivem e com o estatuto económico de outros elementos do agregado. No caso de famílias com crianças um único assalariado já não é suficiente para evitar o risco de pobreza. Ainda segundo o documento, em 2007, quase 9,3 por cento dos adultos em idade de trabalho da União Europeia (idades entre os 18 e os 59 anos e não estudantes) viviam em agregados familiares onde nenhum elemento tinha um emprego remunerado. Esta taxa variava entre 4,5 por cento no Chipre e 11 por cento ou mais na Bélgica, França, Hungria, Polónia e Reino Unido. Uma proporção similar de crianças vivia em agregados familiares onde todos os membros adultos eram desempregados (9,4 por cento em 2007). Contudo, as famílias com crianças são mais afectadas pelo desemprego em alguns países do que noutros. As crianças são as que correm maior risco de pobreza (19 por cento na Europa dos 27). Este risco existe em todos os países, excepto nos nórdicos, na Grécia, Chipre e Eslovénia. Os principais factores que afectam os níveis de pobreza infantil na União Europeia são a situação do mercado de trabalho dos pais e a eficácia da intervenção governamental através do rendimento mínimo garantido e do fornecimento de serviços facilitadores, como a assistência à infância".
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África, Ásia e América Latina poderão estar à beira de uma catástrofe - Se numa parte do mundo a crise internacional se reflecte nas bolsas e nos mercados financeiros noutras partes, pode reflectir-se na fome. Os países mais pobres temem a redução da ajuda humanitária por causa da crise (veja a notícia da RTP);
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No Jornal de Notícias fiquei a saber que "o director-geral da Organização para a Agricultura e Alimentação, Jacques Diouf, afirmou que a organização só recebeu uma “pequena parte” dos donativos prometidos em 2008, numa altura em que o número de pessoas subnutridas continua a aumentar. A acusação foi feita num discurso durante as Jornadas Mundiais da Alimentação, em Roma. “Apenas 10 % dos 22 mil milhões de euros anunciados foram entregues. Face às expectativas dos países pobres, os meios financeiros não estão à altura das necessidades”, lamentou-se o director-geral da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO). Uma cimeira mundial sobre a alimentação tentou voltar a mobilizar a comunidade internacional, em Junho. A cimeira recolheu perto de sete mil milhões de euros em promessas de donativos, em três dias. Lamentando que o destaque dos média vá para a crise financeira, “em detrimento da crise alimentar”, Jacques Diouf lembrou que o número de pessoas subnutridas, “em vez de diminuir, aumentou 75 milhões, em 2007” e deixou a previsão de que este número possa aumentar em 2008. Além disso, “os montantes que nos chegaram são essencialmente para a ajuda humanitária” e ainda são precisos “investimento na agricultura”.
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A cada mês que passa há mais 38 milhões de pessoas a passar fome - A falta de alimentos, conjugada com a redução de ajuda motivada pela crise mundial, está a levar a situações dramáticas em várias zonas do globo (veja a notícia da RTP);
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Fome mata 25 mil pessoas por dia - As Nações Unidas calculam que morrem de fome 25 mil pessoas por dia em todo o Mundo. A ONU diz que o número de famintos aumentou para mais de 920 milhões e tende a agravar-se (veja a notícia da RTP);
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Governo admite entrar no capital dos bancos - Segundo os jornalistas do DN de Lisboa, Pedro Esteves e Alexandra Carreira, o Governo assegurou que "não estamos fechados a recapitalizar [os bancos], se isso for necessário. Se por essa Europa fora se assistir a uma recapitalização, nós não vamos permitir que os bancos portugueses fiquem discriminados na sua capacidade" de concorrer com os seus congéneres europeus. Esta opção foi assumida pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, num encontro, ontem, com os jornalistas para explicar o Orçamento do Estado para 2009. Nessa eventualidade, a garantia de 20 mil milhões de euros que o Governo aprovou no passado domingo - para estimular o financiamento interbancário através da compra de papel comercial, certificados de depósitos e emissões de dívida - poderá igualmente financiar a entrada do Estado no capital dos bancos. O que está em causa é a solidez dos bancos. No caso do Reino Unido, os limites mínimos de solvabilidade subiram na sequência da intervenção estatal. Se for preciso que os bancos portugueses acompanhem esse reforço, o Estado deixa em aberto a entrada nos seus capitais. Para ter a opção de exercer a garantia de 20 mil milhões - para cobrir empréstimos falhados ou a recapitalização - o Governo repetiu ontem que irá emitir dívida pública no valor necessário. Por outro lado, não exclui a constituição de um fundo de provisões, à imagem do que sucedeu na Alemanha (e que representa 5% das garantias de 400 mil milhões avançadas por Berlim). Embora, esse não seja o plano inicial. Refira-se que a dotação excepcional para libertar os 20 mil milhões está inscrita no OE";
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Finanças familiares - A gestão de despesas diárias é um exercício cada vez mais difícil (veja aqui o video com a notícia da SIC)
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