sexta-feira, outubro 17, 2008

Marinheiros ou professores?

Professores criaram músicas a louvar o Magalhães e cantaram durante as acções de formação. Um professor, indignado, filmou e mostrou o que se passou durante as sessões. Paulo Carvalho, no seu blog, acusa o Ministério de ter obrigado os professores "a produzir teatrinhos e cantigas para miúdos de 6 anos, outro meio dia gasto com russos a lerem powerpoints em pseudo inglês, escritos em Português, com tradução por senhoras contratadas. Num outro vídeo, cinco professores, auto intutlados "Sweet water sailors" (Marinheiros de água doce", estão sentados nos degraus de uma escada, com um Magalhães no colo e simulam estar a remar ao mesmo tempo que cantam: "Aqui vem o Magalhães/ Um PC de encantar/ Para o menino e para a menina / Não é para a mãe brincar//Não é para a mãe brincar/O Magalhães é para ficar / Já não há volta a dar / O Magalhães veio para ficar", ao som da música "Grândola Vila Morena", de Zeca Afonso. Existiam mais vídeos, mas durante o dia de ontem foram apagados da Net.


Tarefas do Magalhães saturam professores
Segundo o jornalista do Jornal de Notícias, Teago Rodrigues Alves, “os professores dizem que não são delegados comerciais e que as tarefas exigidas pelo Ministério não fazem parte das suas funções de docentes. As acções de formação do Magalhães ainda não foram esquecidas. O Ministério da Educação, através das Direcções Regionais está a enviar orientações, no âmbito do programa e-escolinhas, para que os professores dêem todas as informações do Magalhães aos encarregados de educação e que tratem de todo o processo de inscrição. As tarefas passam por facultar os documentos de adesão aos pais, receber e validar as fichas e termos de responsabilidade depois de preenchidos e efectuar a inscrição dos alunos no sítio da Internet do programa, obtendo do sistema o código de validação para cada um. "Isto está a deixar os professores indignadíssimos", afirmou, ao JN, Manuel Micaelo, coordenador do primeiro ciclo do Sindicato de Professores da Grande Lisboa. "Obviamente, isto não é conteúdo funcional da profissão e esta vai ser mais uma burocracia que impede os professores de se dedicarem às suas verdadeiras funções de docentes", explicou o sindicalista, salientando que "somos professores, não somos delegados de uma empresa ou técnicos informáticos".

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