quarta-feira, agosto 20, 2008

Quem se julga Miguel Relvas?

No PSD nacional as coisas funcionam assim: se derem “porrada” no Alberto João Jardim têm espaço e antena na comunicação social garantido. Por isso, entre “passarinhos” de asas cortadas – mas que julgam que voam muito - e passarões que já nem conseguem ligar os “motores” há uma espécie de disputa para ver quem mais pancadaria dá. Vem isto a propósito da reacção de Miguel Relvas às declarações de Jardim, não por ter defendido que o «sistema político português está estabilizado» e que o seu futuro «não passa por novos partidos» - cada um pensa o que quer – mas por ter convidado Alberto João Jardim deve «empenhar-se mais». Relvas, que apoiou Pedro Passos Coelho na disputa pela liderança do PSD ganha por Manuela Ferreira Leite, recomendou: «Se essa é a opinião do dr. Alberto João Jardim, penso que se deve empenhar mais no partido, onde tem sido uma figura importante e central». Mas afinal quem se julga Miguel Relvas para querer assumir-se como moralista seja do que for no PSD? Por ter sido secretário-geral do PSD em tempo de vacas gordas já lhe dá direito a tudo? Ou por ter sido o homem-forte da candidatura de Pedro Passos Coelho garante-lhe algum estatuto? Sobre isto, direi apenas que em política, às vezes, também há empenhamentos que pecam por excessivos…

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