quinta-feira, agosto 21, 2008

Está tudo bem, são só invenções...

Crédito malparado aumentou 21% em Julho
Segundo o Público, "o crédito malparado aumentou 21 por cento em Junho, ao ritmo mais alto em 4 anos, mas continuando a valer 2 por cento do total dos empréstimos concedidos a particulares, segundo dados do boletim estatístico do Banco de Portugal.O valor de empréstimos concedidos subiu 9,3 por cento, para 132,4 mil milhões de euros, no sexto mês do ano, ao ritmo mais baixo dos últimos 10 meses. Ao mesmo tempo, o crédito de cobrança duvidosa, aumentou 20,6 por cento, face a igual mês de 2007, ao ritmo mais alto desde Junho de 2003. Tanto os empréstimos como o mal parado encontram-se aos níveis mais elevados de sempre (desde a criação da série que remonta a Dezembro de 1979), mas o peso do crédito mal parado no conjunto dos empréstimos concedidos tem-se mantido relativamente estável, à volta dos 2,0 por cento. Em Junho de 2008 esse peso estava nos 2,0 por cento, em 2007 nos 1,8 por cento, em 2005 nos 2,1 por cento e em meados de 2003 fixava-se nos 2,3 por cento".
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Clima económico em Portugal degrada-se
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Margens de lucros dos bancos são maiores em Portugal
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Transportes em Portugal
O editor de Finanças Pedro Carvalho fala sobre a dívida das empresas de transportes públicos de passageiros, que vale 11 mil milhões de euros.

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PIB estabiliza no 2º trimestre e a procura interna terá abrandado
Segundo o INE, "de acordo com a estimativa rápida divulgada pelo EUROSTAT, na Área Euro (AE) o PIB terá registado um crescimento homólogo de 1,5% no 2º trimestre de 2008, menos 0,6 pontos percentuais (p.p.) do que no trimestre anterior. Esta evolução resultou do abrandamento generalizado das principais economias da AE, destacando-se as desacelerações ocorridas na Espanha, na Alemanha e na França (-0,9 p.p.). Ponderado pela estrutura das exportações portuguesas, o PIB dos principais países clientes terá desacelerado 0,7 p.p. para 1,7%. Na AE, os indicadores de sentimento económico e de confiança dos consumidores reforçaram em Julho o movimento descendente observado desde Agosto de 2007. No plano interno, a estimativa rápida para o crescimento homólogo do PIB no 2º trimestre foi de 0,9%, o mesmo valor do trimestre anterior. Por um lado, a procura externa terá apresentado um contributo menos negativo, dado o abrandamento mais intenso das importações relativamente ao das exportações, mas, por outro lado, a procura interna terá abrandado, em resultado da forte desaceleração do consumo privado. Relativamente ao comércio internacional, registou-se, em termos nominais, um abrandamento de ambos os fluxos, de 12,3% para 9,0% no caso das importações e de 4,8% para 3,4% no das exportações. O abrandamento das importações em volume terá sido ainda mais expressivo do que o registado em termos nominais em consequência da aceleração dos preços do petróleo no 2º trimestre. Ao nível da procura interna, o consumo privado terá desacelerado no 2º trimestre, em resultado da deterioração observada quer no consumo corrente, quer no duradouro, mas principalmente no segundo. De acordo com a informação disponível, o investimento ter-se-á apresentado relativamente estável no 2º trimestre, observando-se uma recuperação na componente de construção e um agravamento nas componentes de máquinas e equipamentos e de material de transporte. Do lado da oferta, a informação dos Indicadores de Curto Prazo (ICP) apresentou evoluções contrárias entre os vários sectores, entre o 1º e o 2º trimestre. O indicador de clima económico, já disponível para Julho, e o indicador de actividade económica, disponível para Junho, agravaram-se significativamente. A taxa de desemprego foi de 7,3% no 2º trimestre, menos 0,6 p.p. do que no trimestre homólogo. O emprego registou um crescimento homólogo de 1,4%, mais 0,3 p.p. do que no 1º trimestre.Em Julho, a inflação homóloga foi de 3,1%, menos 0,3 p.p que no mês anterior. O diferencial entre o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) da AE e de Portugal aumentou 0,3 p.p. em Julho para 0,9 p.p.". Leia aqui o documento em pdf do INE.

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