Quando ouvi falar pela primeira vez numa ideia peregrina de concessionar a praia do Porto Santo a privados, basicamente esquartejar os 9 quilómetros de areal e distribuir as melhores fatias do bolo a empresários hoteleiros, para que fossem eles a pagar os encargos com a limpeza da praia, recebendo como contrapartida zonas privadas reservadas aos seus clientes, nas quais o acesso de forasteiros - particularmente dos madeirenses que continuam a ser o principal fluxo de forasteiros nos meses de Julho e Agosto (e o resto é música) - seria vedado ou dificultado, confesso que pensei que estávamos perante mais uma invenção de um qualquer departamento governamental que se julga possuidores dos remédios par a todos os nossos males. Há um ano recordo um empresário que chegou a defender que o acesso ao Porto Santo deveria ser condicionado, transformando a "Ilha Dourada" numa espécie de reserva para elitistas, ou seja, para os clientes dos hotéis deixando no Funchal o turismo regional. Alberto João Jardim respondeu na altura ao mesmo nível, ou melhor dizendo, a um nível superior, recusando enquanto ele estivesse no cargo qualquer decisão desse tipo a privilegiar fosse quem fosse. Curiosamente, e alegadamente devido ao facto da CMPS não ter recursos para limpar a praia e garantir a sua vigilância, andam uma espécie de "aves de rapina" esfomeadas a rondar sobre as zonas mais privilegiadas da praia - a propósito é verdade que uma tal Praia do Combro já esta concessionada? - para forçar a sua concessão, melhor dizendo, para forçar a privatização de determinadas áreas situadas frente aos respectivos hóteis. Por este andar, com os novos projectos hoteleiros anunciados para a ilha, os madeirenses que forem ao Porto Santo ainda vão ser obrigados a concentrar-se todos junto ao cais da cidade se quiserem ir à praia! Registei a reacção de Alberto João Jardim, uma vez mais, mas às vezes acho que há pessoas e departamentos governamentais e outros que parece propositadamente desvalorizar as opiniões e as decisões do chefe do governo ou menosprezá-las. Jardim manteve-se na linha de pensamento que já tinha sido a sua quando respondeu ao empresário (do PSD) Sílvio Santos, recusando essa concessão, mas a Câmara do Porto Santo parece que continua a não desistir da sua ideia, quando nem sequer tinha o direito de manter tal cenário nos seus horizontes. Ou será que a edilidade já não sabe quem manda?! Esta é uma das situações em que eu acho que o Povo madeirense quando for ao Porto Santo e for impedido de aceder livremente à praia do Porto Santo, tem todo o direito a se revoltar e a espatifar tudo o que for montado para impedir o seu acesso e/ou livre passagem. Repito, o povo tem todo o direito a revoltar-se e a espatifar tudo o que for colocado na praia do Porto Santo e que contrarie a realidade única e indesmentível, a de que a praia é de todos, pertence a todos e que são as entidades públicas que têm a obrigação de zelar por elas.terça-feira, agosto 19, 2008
Concessionar o quê?
Quando ouvi falar pela primeira vez numa ideia peregrina de concessionar a praia do Porto Santo a privados, basicamente esquartejar os 9 quilómetros de areal e distribuir as melhores fatias do bolo a empresários hoteleiros, para que fossem eles a pagar os encargos com a limpeza da praia, recebendo como contrapartida zonas privadas reservadas aos seus clientes, nas quais o acesso de forasteiros - particularmente dos madeirenses que continuam a ser o principal fluxo de forasteiros nos meses de Julho e Agosto (e o resto é música) - seria vedado ou dificultado, confesso que pensei que estávamos perante mais uma invenção de um qualquer departamento governamental que se julga possuidores dos remédios par a todos os nossos males. Há um ano recordo um empresário que chegou a defender que o acesso ao Porto Santo deveria ser condicionado, transformando a "Ilha Dourada" numa espécie de reserva para elitistas, ou seja, para os clientes dos hotéis deixando no Funchal o turismo regional. Alberto João Jardim respondeu na altura ao mesmo nível, ou melhor dizendo, a um nível superior, recusando enquanto ele estivesse no cargo qualquer decisão desse tipo a privilegiar fosse quem fosse. Curiosamente, e alegadamente devido ao facto da CMPS não ter recursos para limpar a praia e garantir a sua vigilância, andam uma espécie de "aves de rapina" esfomeadas a rondar sobre as zonas mais privilegiadas da praia - a propósito é verdade que uma tal Praia do Combro já esta concessionada? - para forçar a sua concessão, melhor dizendo, para forçar a privatização de determinadas áreas situadas frente aos respectivos hóteis. Por este andar, com os novos projectos hoteleiros anunciados para a ilha, os madeirenses que forem ao Porto Santo ainda vão ser obrigados a concentrar-se todos junto ao cais da cidade se quiserem ir à praia! Registei a reacção de Alberto João Jardim, uma vez mais, mas às vezes acho que há pessoas e departamentos governamentais e outros que parece propositadamente desvalorizar as opiniões e as decisões do chefe do governo ou menosprezá-las. Jardim manteve-se na linha de pensamento que já tinha sido a sua quando respondeu ao empresário (do PSD) Sílvio Santos, recusando essa concessão, mas a Câmara do Porto Santo parece que continua a não desistir da sua ideia, quando nem sequer tinha o direito de manter tal cenário nos seus horizontes. Ou será que a edilidade já não sabe quem manda?! Esta é uma das situações em que eu acho que o Povo madeirense quando for ao Porto Santo e for impedido de aceder livremente à praia do Porto Santo, tem todo o direito a se revoltar e a espatifar tudo o que for montado para impedir o seu acesso e/ou livre passagem. Repito, o povo tem todo o direito a revoltar-se e a espatifar tudo o que for colocado na praia do Porto Santo e que contrarie a realidade única e indesmentível, a de que a praia é de todos, pertence a todos e que são as entidades públicas que têm a obrigação de zelar por elas.
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