sábado, julho 05, 2008

Retrocesso em Cuba?

Li aqui que "a polícia cubana deteve 23 dissidentes durante uma operação policial de grande envergadura, anunciou, em Havana, a Comissão Cubana para os Direitos do Homem e a Reconciliação Nacional (CCDHRN, proibida mas tolerada). Cinco continuavam ontem ainda sob custódia. O raide ocorreu quando vários opositores se preparavam, na capital cubana, para o que as autoridades classificaram de "uma escalda de acções provocatórias organizadas e financiadas" pelos Estados Unidos. Na versão do presidente da CCDHRN, Elizardo Sánchez, citado pelas agências, as pessoas iam a caminho de assistir às comemorações do 4 de Julho, o Dia da Independência dos Estados Unidos, na Secção de Interesses norte-americana, e a uma reunião da plataforma opositora Agenda para a Transição. A maior parte dos detidos, que segundo outras fontes foram mais, cerca de quatro dezenas, foi deixada em liberdade. Os que eram da província, e havia vários, foram obrigados a regressar sob prisão. Mas cinco, incluindo Leonardo Bruzon Avila, 54 anos, Júlio Cesar López e Emilio Leyva, ficaram nas esquadras. "São detenções arbitrárias, que esperamos que sejam de curta duração", disse Elizardo Sánchez. As detenções ocorreram um dia depois de o Governo do Presidente Raúl Castro ter anunciado que não iria tolerar "provocações e acções ilegais instigadas pela Administração norte-americana através dos seus funcionários em Havana". Afinal em que ficamos? Abertura ou retrocesso? Ou terão os cubanios enganado a União Europeia que levantou as sanções contra Havana para depois voltarem ao normal?

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