domingo, julho 06, 2008

Resultados das sondagens do "Expresso"

Diz o semanário Expresso de ontem, como conclusão das sondagens que publica:
- Portugueses apontam maioria relativa do PS
Apesar do desgaste de uma governação em tempos de crise e a ano e meio de distância de eleições, o PS continua a ser visto como o partido com maiores possibilidades de regressar ao poder após as legislativas de 2009 embora com uma maioria relativa. São 60,4% os entrevistados que apostam neste cenário, contra 24,7% que ainda acreditam na reedição da maioria absoluta ‘rosa’, e constitui-se como o único verdadeiramente viável entre as sete alternativas propostas no âmbito da sondagem Expresso/SIC/R.Renascença/Eurosondagem, pois os restantes recebem nota claramente negativa ou um tímido apoio, como é o caso do ‘bloco central’. Assim sendo, o Partido Socialista mantém-se ainda como a força política nuclear para a formação de um Governo saído de eleições, pois o PSD recebe um indiscutível ‘chumbo’ quer se trate da hipótese de uma maioria absoluta ou de um maioria relativa: no primeiro caso, os sociais-democratas têm o ‘sim’ de 14,5% e no segundo de 38,6%. As maiorias de esquerda ou de direita também não reúnem o favor dos participantes na sondagem, uma vez que uma aliança PS, PCP e BE não ultrapassa os 37,2% com 51,7% contra e uma coligação PSD e CDS recolhe a simpatia de 37,5% e a rejeição de 52,9%. O ‘bloco central’ é a associação que gera menos anticorpos, muito embora se verifique uma fractura quase a meio dos entrevistados: 45% admitem este cenário como positivo, 44,4% têm opinião contrária e 10,6% dizem não saber ou não querer responder.
- Maioria prefere ‘sacrificar’ TGV
A generalidade dos portugueses concorda que o Governo deve “sacrificar” alguns grandes investimentos públicos como o TGV, na linha da proposta avançada por Manuela Ferreira Leite, para acudir à ‘‘situação de emergência do país’’. De facto, 58% confessaram estar de acordo com a nova líder social-democrata, contra apenas 36,2% favoráveis à manutenção da política de investimentos de José Sócrates. Os portugueses deram também crédito à declaração da ex-ministra de Cavaco Silva de que não está disponível para reeditar o ‘bloco central’, uma vez que uma confortável maioria - 55,6% - descrê de novos acordos de regime entre PS e PSD. Em contrapartida, a chegada de Ferreira Leite à liderança social-democrata não está a ser encarada como elemento catalisador de uma mudança sensível na vida política nacional. Mais de metade dos entrevistados pela Eurosondagem, 51,5%, rejeitaram liminarmente a ideia de que o PSD de Ferreira Leite venha a endurecer a oposição ao Governo de Sócrates, enquanto 43,2% acreditam que a linha de actuação será idêntica à de Menezes e 66,5% descrêem que a nova liderança ‘laranja’ produza qualquer ‘‘animação’’ na cena política portuguesa.

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