sábado, abril 05, 2008

PSD: "Guilherme Silva sucessor ‘interino’ de Jardim"

Este é o título de uma reportagem do semanário Expresso, a ser publicado na edição de hoje, sábado, da autoria da jornalista Sara Moura: "Adeus Jardim. Olá incerteza. A substituição é inevitável em 2011. Mas o futuro do PSD-Madeira pode até mesmo passar por uma não sucessão. Em€ surdina já se começam a desenhar alguns cenários. Guilherme Silva é apontado como o possível sucessor transitório, para fazer a ponte entre Jardim e um próximo líder que reúna consensos. Candidatos não faltam. Opiniões discordantes também não. Mas o pulso forte de Jardim e as vitórias conquistadas, mantiveram sempre o partido unido, apesar das rivalidades internas. Sempre com o número dois do Governo Regional, João Cunha e Silva, e o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque, como protagonistas. Apesar de conhecidas as antipatias pessoais que nutrem um pelo outro, ambos são apontados como dois dos mais fortes ‘delfins’.
A uni-los está apenas o silêncio com que entram para o XII Congresso Regional do PSD-Madeira, onde a sucessão de Jardim não está na agenda, mas paira como um fantasma no Centro de Exposições e Conferências da Madeira, onde decorrem este fim-de-semana os trabalhos. Virgílio Pereira, um notável do partido, diz que, apesar de este ser um congresso para reforçar a liderança de Jardim, nos bastidores já se pensa num substituto. Por isso, e apesar de existirem outros candidatos, é “natural que muitos olhos se concentrem em Albuquerque”, pela vantagem de já ter ganho eleições. Virgílio Pereira mostra-se apreensivo face a eventuais guerras internas, pois “quando desaparece uma figura forte, as sensibilidades que hibernam no interior do partido tendem a tornar-se visíveis”. Exemplo disso é Coito Pita, que dispara em várias direcções. “Não sou da maçonaria, não sou da Opus Dei, não faço parte de grupos empresariais, vivo da minha actividade como advogado”, diz o deputado, que se mostra disponível para assumir a presidência do PSD-Madeira. “Não quero um corrupto qualquer na liderança do partido”.
Menos disponível está, para já, Jaime Filipe Ramos. O deputado, ex-líder histórico da JSD-Madeira e filho de Jaime Ramos, acredita que agora existem outras prioridades. Neste momento considera haver “pessoas com mais condições, maior disponibilidade e mais interessadas” do que ele. Já Filipe Malheiro, uma figura próxima de Jardim, diz que o PSD tem de ter a “coragem que não tem tido até hoje”, porque sempre foi um partido “acomodado” sobre uma liderança forte. Agora, diz Malheiro, está perante aquilo que nunca pensou discutir e é preciso ter cuidado para não falhar na escolha, como aconteceu nos Açores e com Luís Filipe Menezes. É no contexto de pacificação que surge o nome de Guilherme Silva para assumir uma liderança a prazo, mas o deputado defende que é mais importante reflectir sobre perfis. “Não é fácil substituir alguém como Jardim, mas é importante começarmos a pensar nisso”. Outro nome ventilado é o de Sérgio Marques, mas o eurodeputado distancia-se da luta pela sucessão, refugiando-se em Bruxelas. Já cumpriu dois mandatos no Parlamento Europeu e terá pedido para continuar. Mas, com traumas ou sem eles, a verdade, é que em 2011, a cadeira de Jardim vai ficar vaga
".

OS POSSÍVEIS SUCESSORES DE JARDIM
Miguel Albuquerque,
presidente da C. Municipal do Funchal desde 1994.
João Cunha e Silva, vice-presidente do Governo Regional da Madeira desde Novembro 2000. Foi o fundador da JSD-Madeira em 1974.
Coito Pita, advogado de profissão é vice-presidente do Grupo Parlamentar e deputado à Assembleia Legislativa
Sérgio Marques, deputado ao Parlamento Europeu desde 1999. Membro da Comissão Política Regional do PSD-Madeira.
Jaime Filipe Ramos, deputado à Assembleia Legislativa Regional desde 2000 foi o presidente da JSD-Madeira de 1998 a 2005,
Guilherme Silva é deputado à Assembleia da República desde 1987. Foi vice-presidente da Assembleia da República, membro da Comissão Política Regional do PSD Madeira

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