domingo, abril 06, 2008

Congresso do PSD-Madeira (IX)

Diz a agência Lusa que "Alberto João Jardim considerou este domingo, na sessão de encerramento do XII Congresso do PSD/Madeira, que o Primeiro-ministro, José Sócrates, é “refém” do ministro das Finanças, pois os “disparates” que estão a acontecer só tiveram início depois de Teixeira dos Santos ter iniciado funções, criticando, em especial, o facto de os noivos terem de começar a apresentar ao Fisco as despesas relativas à boda. “Eu nunca vi um ministro das Finanças exigir que, no casamento, a noiva indique quem pagou o vestido”, gracejou Jardim, acrescentando, que “das duas uma ou é o engenheiro José Sócrates que não gosta de ver estes casamentos, ou o Primeiro-ministro está absolutamente refém de um ministro das Finanças que não hesita até em destruir a própria instituição do casamento”. Segundo o dirigente social-democrata, “os disparates que estão a assolar o País só começaram depois deste ministro das Finanças tomar posse”. De acordo com as minhas notas da intervenção final de Alberto João Jardim hoje no Congresso do PSD da Madeira, retive estas ideias:
- é elementar que o partido fique unido, sem coesão e sem facções;
- eu ouvi as bases e os quadros médios, o congresso ouvi-as, ouvimo-nos uns aos outros, agora vamos ter que levar isto como deve ser;
- os socialistas vão continuar a bater-nos e a prejudicar-nos;
- não somos como os socialistas que organizam jantaradas e almoçaradas com autocarros à disposição, para que as pessoas vão lá, comam bastante, para que eles tenham muitas despesas, e depois votem em nós;
- A Flama foi uma coisa que em 1976 desapareceu quando acabamos com os comunistas, mas eu nunca tive nada a ver com essa organização. O PSD da Madeira não é um partido separatista, nem integracionista, somos um partido autonomista;
- Agradeço à comunicação social, mesmo aquela que me é hostil. O facto de termos uma oposição sem qualidade e do PS ter chegado ao estado de "pé de chinelo" em que se encontra fez com que fosse a comunicação social hostil a introduzir a dialéctica fundamental num regime democrático. Agradeço sobretudo aos jornalistas que mesmo pensando de forma diferente que eu, foram meus amigos, porque se recusaram sempre a fazer ou dizer o que certos políticos da oposição lhes pediam;
- Acabe (Filipe Menezes) com o Tribunal Constitucional para que seja em defintivo o Supremo Tribunal de Justiça a pronunciar-se sobre a constitucionalidade das leis. Não podemos continuar dependentes de Tribunais cujos membros são eleitos pelos partidos na Assembleia da República;
- Estes problemas todos com a Madeira começaram quando este ministro das Finanças (Teixiera dos Santos) chegou. Até parece que ele tem complexos anti-sociais, que olha para a sociedade como algo a perseguir, olha-a de uma forma ressabiada. O primeiro-ministro está refém deste ministro das finanças;
- o PSD da Madeira é diferente, é um partido contra o sistema e isso explica os ataques que nos são dirigidos;
- O PSD tem que falar para a classe média e os mais desfavorecidos, não com paleio como Sócrates, mas com medidas concretas. Os ricos, esses estão satisfeitos com os socialistas;
- Não tenha (Filipe Meneses) medo e diga aos professores e ao país que se o PSD for poder vamos fazer uma revolução na educação;
- Quando um aluno chega a uma escola armado, quem tem que levar um par de chapadas não é o aluno mas os pais que permitem que isso aconteça e que nada lhes acontece.
***
Refira-se, finalmente, que este pareceu ter sido um discurso de despedida. Jardim agradeceu aos seus colaboradores mais directos, no partido, ao secretário-geral em especial, aos membros de todos os governos regionais, aos deputados, aos autarcas, aos membros do seu gabinete: "o Luis Dantas (que eu digo acelera e ele trava), Carlos Machado, Paulo Pereira, as funcionárias da Presidência, Zita, Isabel Moniz, Helena, Fátima, sr. Pontes (chefe do pessoal) e ao sr. Ramos (motorista)".

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