terça-feira, janeiro 08, 2008

Economia: o que diz o BP

"As perspectivas para a economia portuguesa apontam para a manutenção da recuperação da actividade económica no período 2008-2009, acompanhada por uma descida da inflação para valores próximos de 2% no final do horizonte. Esta projecção traduz-se numa redução das necessidades de financiamento externo da economia portuguesa, que reflecte a inversão da trajectória de queda da taxa de poupança das famílias, bem como a continuação da redução das necessidades de financiamento das Administrações Públicas. As actuais projecções estão rodeadas por níveis de incerteza mais acentuados do que o habitual e apresentam riscos claramente descendentes sobre a actividade económica, associados no essencial ao enquadramento económico e financeiro a nível internacional. Após um crescimento de 1.2% em 2006, as estimativas mais recentes apontam para que o Produto Inter no Bruto (PIB) tenha aumenta do 1.9% em 2007. A actual projecção apresenta um crescimento de 2.0% em 2008 e de 2.3% em 2009, valores próximos dos projecta - dos para a área do euro. Em comparação com as anteriores projecções, o ritmo de crescimento foi revisto ligeiramente em alta em 2007 (+0.1 pontos percentuais) e em baixa em 2008 (-0.2 p.p.). As projecções apresentadas neste artigo assentam num conjunto de pressupostos relativos ao enquadramento da economia portuguesa, nomeadamente no que respeita à evolução futura das taxas de juro, das taxas de câmbio, do indicador de procura externa relevante para a economia portuguesa e dos preços de diversas matérias -primas, incluindo o petróleo. Adicionalmente, ao contrário do habitual, a actual projecção incorpora um ligeiro aumento do diferencial entre as taxas de juro activas dos bancos e a taxa de juro Euribor a três me ses ao longo de todo o horizonte. Este pressuposto procura reflectir o impacto da reavaliação do risco de crédito, à escala global, subjacente à turbulência nos mercados financeiros internacionais que se tem registado desde meados de 2007. É de sublinhar que esta situação poderá transmitir-se à actividade económica através de diversos mecanismos, existindo, contudo, uma elevada incerteza na quantificação do seu impacto, quer na área do euro, quer em Portugal" (fonte: Banco de Portugal)

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