quarta-feira, setembro 05, 2007

As "guerras" do PSD nacional

O DN de Lisboa, através da sua correspondente Lília Bernardes, quis saber o que eu penso sobre a situação no PSD nacional, nesta fobia louca por causa das directas. O texto da sua autoria foi publicado hoje. Já agora, para que conheçam o que eu penso do que se passa no PSD nacional, o que eu lhe enviei, e que naturalmente não podia ser publicado na totalidade, foi o seguinte:
"1. O PSD precisa essencialmente de tranquilidade, de coerência, de credibilidade e de combate. Precisa de ser o partido que lidera a oposição, de se afirmar como a alternativa que os portugueses precisam e o país determina que exista. Andar permanentemente envolvido em disputas internas desgastantes, que pouco dignificam, permitir que alguns iluminados, mal acaba um congresso, andem aos pulinhos a se afirmarem como capatazes de pequenas quintas, porque de uma forma egoísta, pensam mais em si, nas suas ambições permanentemente adiadas e na sua alegada capacidade política e menos no que os portugueses esperam do PSD. Quando um candidato é levado ao colo, por exemplo, pela comunicação, em que tudo o que diz ou faz é importante, é motivo mais do que suficiente para que os social-democratas se coloquem alerta. Eles falam em nome das bases do PSD, mas com que legitimidade? Quem deu a qualquer dos candidatos em disputa a representação para poder falar seja em nome de quem for? Há uma disputa interna, deixem os militantes votar com liberdade e escolher em conformidade com a sua consciência. Acho que alguns protagonistas desta corrida de meio-fundo já ultrapassaram os limites do que a tolerância democrática permite perante a tontice estabelecida.
2. Crise devido à CML?
Nada disso. A situação na CML – que eventualmente poderia ter sido trata de uma forma politicamente mais correcta – teve influencia no acelerar de um desfecho – o Congresso do PSD – que mais cedo ou mais tarde teria que acontecer. Marques Mendes é fraco, dizem os seus opositores. E que dirá Filipe Meneses aos que o elegeram presidente da Câmara, para a qual se está a borrifar? Acho que o problema do PSD é que depois de 2005, quando foi derrotado, nunca tomou juízo e nem soube aproveitar as vitórias na autárquicas e nas regionais na Madeira. Parece-me que alguns no PSD julgam que é chique, andarem todos às turras uns com os outros. Já pensaram no triste espectáculo que estão a dar aos mais de 1,5 milhões de eleitores do PSD? Que as directas cheguem rapidamente para que o PSD retome os carris políticos mais adequados a quem quer ser alternativa ao PS e, de facto, ganhar as eleições em 2009".

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