sábado, agosto 18, 2007

PDM das Caldas da Rainha em revisão face à eventual escolha da Ota

"É um concelho que tem crescido e as novas realidades levam-nos a fazer esta revisão", já iniciada, após quatro anos de vigência do actual Plano Director Municipal (PDM), disse à Lusa o vereador do Planeamento e Urbanismo da Câmara das Caldas, João Aboim.Estando a 30 minutos da Ota e a cerca de 40 de Lisboa, Caldas da Rainha irá beneficiar com a implantação da nova infra-estrutura aeroportuária, através da fixação de empresas e de população, contribuindo para a qualificação da mão-de-obra, para o aumento do poder de compra e para a criação de novas acessibilidades e novas infra-estruturas.O estudo prévio do futuro PDM aponta, por isso, para uma "forte visão estratégica para que o concelho possa aproveitar convenientemente as oportunidades deste potencial pólo de crescimento".Nos últimos anos a população de Caldas da Rainha tem vindo também a crescer: de acordo com os Censos de 2001 e com os dados disponibilizados pela autarquia, entre 1991 e 2004 o concelho registou um aumento de pessoas a residir no concelho com uma variação entre os 13,1 e os 15,9%, o que resulta num acréscimo de 7075 residentes, perfazendo os 50 mil habitantes.Face às transformações registadas o autarca pretende criar um "PDM mais pró-activo" que "proponha uma dinâmica para o concelho com zonas turísticas e empresariais", criando um equilíbrio entre a ocupação urbanística do solo e as questões de preservação ambiental."É na procura da qualidade que o PDM vai pôr regras", reforçou João Aboim, explicando que não haverá novas zonas de expansão urbanística, mas antes uma aposta na qualificação do espaço, até porque as actuais áreas "não estão esgotadas". A autarquia pretende sensibilizar os munícipes que queiram construir para a necessidade de se associarem na edificação de loteamentos, com zonas verdes enquadradas, e está também a trabalhar no sentido de "ter mais planeamento e uma acção concertada para iniciativa privada".Um plano de pormenor para a zona norte da Foz do Arelho está já em marcha, tendo em conta as intenções de "criar à volta da Lagoa [de Óbidos] um turismo de alta qualidade". Segundo o autarca, o novo documento de gestão territorial pretende também colmatar a falta no actual PDM de uma base cartográfica digital que permita delimitar as zonas urbanizáveis com mais rigor.A revisão do PDM, que ficará a cargo de uma equipa de técnicos da autarquia, deriva também de uma obrigação legal, no quadro da elaboração do Plano Nacional de Ordenamento do Território e do Plano Regional de Ordenamento do Território para o Oeste e Vale do Tejo, que deverá estar concluído no final do ano.Até ao final do mês, deverá ser constituída a comissão de acompanhamento do processo de revisão, para o qual João Aboim aguarda "a maior participação" dos munícipes, na entrega de sugestões e reclamações (fonte: Diário Económico)

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