Oito alunos de colégio de Braga tiveram vinte a tudo
Nádia Sepúlveda garante que foi por não ter tido a "vida facilitada no colégio" que obteve a nota máxima de média final do ensino secundário, a mesma que agora lhe irá permitir entrar no curso de Medicina da Universidade do Minho e tornar realidade o seu maior sonho. Aos 17 anos, Nádia é um dos oito alunos do Colégio de D. Diogo de Sousa, em Braga, que obtiveram vinte valores na média final do ensino secundário e nas provas finais de Química, Física e Matemática, tornando-se num "excelente exemplo do resultado de uma pedagogia diferente" do colégio da diocese de Braga.Cândido Sá, director do estabelecimento de ensino privado frequentado por 1530 alunos, mostra-se "orgulhoso do trabalho excepcional" dos seus alunos, que viu crescer naquele colégio. Dos 75 jovens que fizeram os exames nacionais da área de Ciências e Tecnologia, a maior parte conseguiu obter uma média acima do normal, obtendo cinco alunos a nota máxima em Matemática e nove 19 valores nos exames nacionais de Matemática. Acrescente-se dois vintes a Química e cinco vintes e outros tantos com 19 valores em Física e fica justificado o "orgulho do colégio".O responsável fala de "exigência, rigor e disciplina" para obter estes resultados e aponta como segredo "o trabalho dos alunos e a competência do corpo docente", sempre com a estreita colaboração dos pais, mas Nádia fala também de ambição. Aluna do Colégio de D. Diogo de Sousa desde os nove anos, revela "muito trabalho para conseguir entrar em Medicina" e garante que o companheirismo de colegas e o acompanhamento dos professores foram essenciais na passagem pelo colégio."Ajudou muito estar neste colégio, onde não nos facilitam a vida", sublinha a aluna que agora quer ver realizado o sonho de ser médica. "Aqui aprendi a ter método de estudo e, como não sou muito marrona e acredito que é preferível a qualidade à quantidade, acho que consegui obter as bases para estar preparada para a universidade", avança Nádia Sepúlveda, lembrando os sábados que passou no colégio em testes que lhe permitiram estar mais preparada para os exames nacionais e que "provavelmente noutra escola não teria" (fonte: Carla Sofia Martins, Publico)
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