Menezes suspeita dos votos de Jardim
A candidatura de Luís Filipe Menezes suspeita dos ficheiros de militantes sociais-democratas das ilhas. No início da semana, Nuno Delerue, o representante menezista junto do Conselho de Jurisdição Nacional, enviou um requerimento ao presidente deste órgão, Guilherme Silva, para que este peça informação actualizada sobre o número de militantes das organizações sociais-democratas das ilhas (Madeira e Açores) e do estrangeiro (Europa e resto do mundo). Além de questionar o número de militantes de cada organização, Delerue quer conhecer a sua evolução nos últimos dois anos, desde que Marques Mendes foi eleito. Mais: os homens de Menezes pediram o “acesso aos documentos e demais comprovativos da autenticidade e regularidade dos elementos acima indicados”. Ou seja, os adversários de Mendes não se contentam em conhecer os números reportados por cada uma destas organizações - querem ter a certeza de que aqueles militantes existem e têm as quotas em dia.
Embora o requerimento se refira a quatro organizações, as suspeitas maiores recaem sobre a Madeira. Aliás, o requerimento seguiu na segunda-feira, depois de o Expresso noticiar o enorme peso do PSD/Madeira. Numa altura em que os militantes com a situação regularizada são pouco mais de 33 mil, quase um terço (cerca de dez mil) são da Madeira, de acordo com dados fornecidos ao Expresso por um responsável do PSD local. Números muito acima dos conhecidos pelos menezistas. A razão da desconfiança é evidente: Jardim apoia Mendes, a Madeira vale muitos votos (a questão é: quantos?) e é difícil controlar as 52 mesas de voto da região (uma por cada freguesia).
Quantos são?
Quando esta semana o Expresso quis saber qual o número oficial de militantes na Madeira, e quantos têm as quotas em dia, o PSD regional recusou. “O PSD da Madeira reserva-se o direito de divulgar, ou não divulgar, dados que são internos, administrativos, e que, tal como acontece com muitas outras instituições, não têm que andar na praça pública”, escreveu Luís Filipe Malheiro, secretário-geral-adjunto da estrutura madeirense. E acrescentou que, sendo as directas para eleição do líder nacional, “são os órgãos nacionais do partido que elaboram os cadernos eleitorais”, pelo que essa informação devia ser pedida à sede nacional. No entanto, o mesmo responsável ressalvou: “É perfeitamente possível a existência de militantes do PSD da Madeira que não são militantes nacionais, pelo que qualquer informação divulgada neste momento, poderia chocar, pelas razões referidas, com os números de que os órgãos nacionais dispõem”. Confuso? Sim. Nem a direcção nacional do PSD sabe quantos militantes tem o partido nas ilhas. Esta semana, o secretário-geral, Miguel Macedo, pediu, “por escrito”, essa informação às direcções regionais. No caso dos Açores, esse dado é relativamente pacífico - Costa Neves, o líder do PSD açoriano, disse ao Expresso que tem “uns nove mil militantes inscritos nos ficheiros”, e “cerca de seis mil” têm as quotas pagas. No caso da Madeira, não. É certo que não existem partidos regionais, e Guilherme Silva (ele próprio madeirense) até realça que “juridicamente só há um partido, que é o PSD nacional”. Mas, como escreve Luís Filipe Malheiro, a verdade é que haverá muitos militantes inscritos na Madeira que não são militantes a nível nacional. A explicação é a seguinte: há dez anos, quando o então secretário-geral Rui Rio obrigou todos os militantes a refiliarem-se, Jardim declarou guerra a esse processo. Por isso, boa parte dos militantes acabaram por ser riscados dos ficheiros nacionais, mas continuaram militantes na região. E assim existe uma discrepância entre os dados da Madeira e os da sede nacional... sobre a Madeira. Por outro lado, uma vez que a estrutura regional é autónoma, só as ilhas sabem quantos militantes têm quotas pagas e podem votar. Ou seja, neste caso o que vale é a informação que Jardim mandar para Lisboa: é ele quem diz quantos militantes tem e quantos podem votar. E, ao contrário do que exigem os menezistas, a secretaria-geral do PSD não exigiu prova documental que comprove a filiação e o pagamento de quotas.
Campanha pelas quotas
Luís Filipe Menezes anunciou esta semana que vai lançar uma campanha de sensibilização dos militantes para o pagamento das quotas. O candidato à liderança do PSD acusa Marques Mendes de estar a “dificultar” o processo de regularização aos militantes uma vez que a carta enviada pelo secretário-geral não fornece o PIN para o pagamento das quotas. Miguel Macedo já refutou as críticas de Menezes. O secretário-geral do PSD diz que “estas críticas não fazem sentido”. Macedo lembra que os militantes já tinham sido avisados antes de que estavam em falta através de uma primeira carta que continha “todos os elementos necessários”, nomeadamente o PIN (fonte: Filipe Santos Costa e Micael Pereira. Expresso)
A candidatura de Luís Filipe Menezes suspeita dos ficheiros de militantes sociais-democratas das ilhas. No início da semana, Nuno Delerue, o representante menezista junto do Conselho de Jurisdição Nacional, enviou um requerimento ao presidente deste órgão, Guilherme Silva, para que este peça informação actualizada sobre o número de militantes das organizações sociais-democratas das ilhas (Madeira e Açores) e do estrangeiro (Europa e resto do mundo). Além de questionar o número de militantes de cada organização, Delerue quer conhecer a sua evolução nos últimos dois anos, desde que Marques Mendes foi eleito. Mais: os homens de Menezes pediram o “acesso aos documentos e demais comprovativos da autenticidade e regularidade dos elementos acima indicados”. Ou seja, os adversários de Mendes não se contentam em conhecer os números reportados por cada uma destas organizações - querem ter a certeza de que aqueles militantes existem e têm as quotas em dia.
Embora o requerimento se refira a quatro organizações, as suspeitas maiores recaem sobre a Madeira. Aliás, o requerimento seguiu na segunda-feira, depois de o Expresso noticiar o enorme peso do PSD/Madeira. Numa altura em que os militantes com a situação regularizada são pouco mais de 33 mil, quase um terço (cerca de dez mil) são da Madeira, de acordo com dados fornecidos ao Expresso por um responsável do PSD local. Números muito acima dos conhecidos pelos menezistas. A razão da desconfiança é evidente: Jardim apoia Mendes, a Madeira vale muitos votos (a questão é: quantos?) e é difícil controlar as 52 mesas de voto da região (uma por cada freguesia).
Quantos são?
Quando esta semana o Expresso quis saber qual o número oficial de militantes na Madeira, e quantos têm as quotas em dia, o PSD regional recusou. “O PSD da Madeira reserva-se o direito de divulgar, ou não divulgar, dados que são internos, administrativos, e que, tal como acontece com muitas outras instituições, não têm que andar na praça pública”, escreveu Luís Filipe Malheiro, secretário-geral-adjunto da estrutura madeirense. E acrescentou que, sendo as directas para eleição do líder nacional, “são os órgãos nacionais do partido que elaboram os cadernos eleitorais”, pelo que essa informação devia ser pedida à sede nacional. No entanto, o mesmo responsável ressalvou: “É perfeitamente possível a existência de militantes do PSD da Madeira que não são militantes nacionais, pelo que qualquer informação divulgada neste momento, poderia chocar, pelas razões referidas, com os números de que os órgãos nacionais dispõem”. Confuso? Sim. Nem a direcção nacional do PSD sabe quantos militantes tem o partido nas ilhas. Esta semana, o secretário-geral, Miguel Macedo, pediu, “por escrito”, essa informação às direcções regionais. No caso dos Açores, esse dado é relativamente pacífico - Costa Neves, o líder do PSD açoriano, disse ao Expresso que tem “uns nove mil militantes inscritos nos ficheiros”, e “cerca de seis mil” têm as quotas pagas. No caso da Madeira, não. É certo que não existem partidos regionais, e Guilherme Silva (ele próprio madeirense) até realça que “juridicamente só há um partido, que é o PSD nacional”. Mas, como escreve Luís Filipe Malheiro, a verdade é que haverá muitos militantes inscritos na Madeira que não são militantes a nível nacional. A explicação é a seguinte: há dez anos, quando o então secretário-geral Rui Rio obrigou todos os militantes a refiliarem-se, Jardim declarou guerra a esse processo. Por isso, boa parte dos militantes acabaram por ser riscados dos ficheiros nacionais, mas continuaram militantes na região. E assim existe uma discrepância entre os dados da Madeira e os da sede nacional... sobre a Madeira. Por outro lado, uma vez que a estrutura regional é autónoma, só as ilhas sabem quantos militantes têm quotas pagas e podem votar. Ou seja, neste caso o que vale é a informação que Jardim mandar para Lisboa: é ele quem diz quantos militantes tem e quantos podem votar. E, ao contrário do que exigem os menezistas, a secretaria-geral do PSD não exigiu prova documental que comprove a filiação e o pagamento de quotas.
Campanha pelas quotas
Luís Filipe Menezes anunciou esta semana que vai lançar uma campanha de sensibilização dos militantes para o pagamento das quotas. O candidato à liderança do PSD acusa Marques Mendes de estar a “dificultar” o processo de regularização aos militantes uma vez que a carta enviada pelo secretário-geral não fornece o PIN para o pagamento das quotas. Miguel Macedo já refutou as críticas de Menezes. O secretário-geral do PSD diz que “estas críticas não fazem sentido”. Macedo lembra que os militantes já tinham sido avisados antes de que estavam em falta através de uma primeira carta que continha “todos os elementos necessários”, nomeadamente o PIN (fonte: Filipe Santos Costa e Micael Pereira. Expresso)
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