Li esta semana no DN do Funchal:
"O facto de o Aeroporto do Porto Santo ter apresentado, no ano passado, um prejuízo de três milhões de euros, e os encargos com o pessoal representarem 63% da estrutura de custos daquela infra-estrutura levaram o Conselho de Administração da empresa Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira (ANAM) a mandar fazer um estudo tendo em vista encontrar uma solução que permita uma redução substancial dos custos operacionais. Ainda que o estudo não esteja pronto, apurámos que António Guilhermino Rodrigues, presidente da ANAM, aproveitou a sua deslocação ao Porto Santo, onde a empresa reuniu em assembleia-geral, para efectuar contactos discretos junto do presidente da Câmara Municipal e do director regional da Administração Pública, que representa os serviços do Governo Regional na ilha. O encontro, confirmado por Roberto Silva e Joselino Velosa, serviu para Guilhermino Rodrigues revelar as suas pretensões: a redução em um turno, dos actuais três, por forma a baixar os custos com o pessoal, que representam 3,6 milhões de euros por ano. Aliás, só os encargos com o pessoal são superiores às receitas geradas naquela infra-estrutura (2,6 milhões de euros). Embora o estudo ainda não tenha definida a solução, a única possível é fechar o aeroporto entre a meia- -noite e as oito horas da manhã. Deste modo, deixa de ser necessário um terço dos noventa e cinco funcionários que a ANAM tem ao serviço no Porto Santo, o que poderá representar uma poupança de 1,2 milhões de euros/ano nos custos com o pessoal. De acordo com o que Roberto Silva revelou ao Economia & Empresas, "o senhor presidente da ANAM falou-me, de facto, na necessidade de termos de fechar o aeroporto à noite, de modo a baixar os custos operacionais. Desde que os voos de evacuação médica estejam garantidos, nós compreendemos a posição da empresa, até porque não vemos como é que a ilha venha a ser penalizada pelo facto de não haver voos entre a meia-noite e as oito da manhã" (...)
Hoje ouvi na Rádio Jornal da Madeira Alberto João Jardim, recusar o encerramento do Aeroporto do Porto Santo. Afinal... Bom não digo mais nada para não arranjar problemas! Mas que isto anda a precisar de um murro em cima da mesa, e não de um murro qualquer, disso não tenho dúvidas.
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