Europa: as regiões, o turismo e a cultura
O turismo representa a actividade essencial da maior parte das ilhas europeias. Embora o turismo tenha efeitos tanto directos como indirectos na economia local (sector da construção, programas de infra-estruturas, bem como de estâncias turísticas, hotéis, restaurantes, etc.), também tem um impacto negativo, directo ou indirecto, nos recursos naturais do ambiente, ou a ainda nos serviços. As recentes evoluções do turismo indicam uma tendência para estadias mais curtas numa determinada região, embora os custos de transporte se transformem num elemento essencial da escolha de um destino. A redução dos custos de transporte constitui portanto um elemento importante na determinação das condições que permitirão às regiões insulares de destino permanecer competitivas. Uma das particularidades essenciais das ilhas europeias que atraem o turismo é a variedade das suas culturas. Esta variedade não se traduz apenas nos monumentos históricos e no património arquitectónico único que podem oferecer aos visitantes, mas igualmente nos estilos de vida e nos modos de pensar e de comunicar que os habitantes desenvolveram para gerir as vantagens e os inconvenientes específicos que o habitat insular lhes impõe. Obviamente, estas especificidades culturais existem também em muitas regiões do continente, mas as particularidades das culturas insulares relativamente às culturas continentais são frequentemente mais pronunciadas precisamente devido à distância que as separa do continente. É importante que estas diferenças sejam preservadas face à influência, por vezes esmagadora, dos visitantes sazonais. Com o envelhecimento geral da população europeia, assistimos a uma segunda tendência, que agrava os custos dos serviços. Trata-se da multiplicação das residências secundárias. Ainda que estas representem frequentemente vantagens para a comunidade local, na medida em que a sua construção e a sua manutenção criam postos de trabalho, os seus proprietários são muitas vezes reformados. O aumento do número de pessoas idosas numa pequena comunidade traduz-se num aumento quantitativo e qualitativo dos serviços de saúde necessários. Ora, as regiões insulares não podem partilhar facilmente estes custos suplementares com outras comunidades vizinhas (fonte: Relatório Mussoto)
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