Da edição de hoje do DN e da autoria do jornalista Agostinho Silva, eis o texto que pode estar na origem (?) de uma polémica:"Apesar de ter o relatório da inspecção à Câmara do Funchal desde 22 de Junho, o Governo Regional só o terá enviado à autarquia na última sexta-feira, ao final da tarde. O facto parece ter caído mal na CMF, sobretudo porque o polémico documento tem sido comentado publicamente há mais de um mês, sem que a vereação presidida por Albuquerque tivesse acesso ao seu conteúdo formal. Esta poderá ser uma das tónicas da conferência de imprensa, convocada ontem intempestivamente por Miguel Albuquerque para esta tarde. Nessa oportunidade, o autarca deverá fazer a apreciação política de todo o processo, deixando as questões técnicas para outras instâncias. Agora conhecedor do conteúdo do relatório que Jardim enviou para o Ministério Público - também na última sexta-feira - Albuquerque poderá revelar que, afinal, entre as irregularidades administrativas detectadas, nenhuma consubstanciará a figura das "negociatas" a que se referiu João Cunha e Silva, no auge da polémica que desembocaria na inspecção à autarquia, pedida por Albuquerque e mandada executar pelo Governo Regional.
UM NOVO CASO VIRGÍLIO PEREIRA
Nos círculos da Câmara Municipal do Funchal há uma clara tendência para interpretar o desenrolar deste processo como tendo um único objectivo: atingir Miguel Albuquerque. Tanto assim que, segundo as mesmas opiniões, poderá haver já no seio do PSD-Madeira quem receie uma reedição do 'caso Virgílio Pereira', agora com consequências políticas muito mais profundas. Desta vez, interpretam, tratar-se-á de um 'jogo perigoso' com envolvimento directo do presidente do partido. É neste enquadramento que há referências implícitas à interferência de Andreia Jardim, filha de Jardim e chefe de gabinete de Cunha e Silva, que, apesar de outras trocas de correspondência e diversas formalidades no processo, terá prescindido de enviar o documento integral para conhecimento da equipa de Miguel Albuquerque. Na posse do Governo Regional desde 22 de Junho, o relatório final da inspecção foi enviado no final da semana passada para os serviços do Ministério Público, devidamente acompanhado do parecer pedido pela CMF - a propósito de uma eventual incompetência dos inspectores da Administração Pública - encomendado ao constitucionalista Pedro Lomba. Durante o período em que o assunto foi badalado na praça pública, há cerca de um mês, a CMF apenas se terá referido à questão da legalidade em torno dos inspectores nomeados. Quanto ao resto, que Jardim anunciou nem querer ler - relegando essa tarefa para os tribunais -, tudo o que chegou ao conhecimento da autarquia foi através da comunicação social, designadamente o DIÁRIO.
INSPECÇÕES AO GOVERNO
À parte as questões formais da inspecção do GR à CMF, há quem vaticine que o "feitiço pode virar-se contra o feiticeiro". Na máquina laranja, que detém o poder total na Região há 30 anos, há quem esteja preocupado com outros processos internos, eventualmente de maior gravidade, e que poderão também ser alvo de idênticas inspecções. Neste novo desenvolvimento, há uma clara intenção de focalizar a Vice-presidência do Governo Regional, designadamente as suas Sociedades de Desenvolvimento. As eventuais inspecções teriam alguns processos de expropriações como alvo - em que alguns empreiteiros ter-se-ão substituído ao Governo Regional - ou o considerado "défice monstruoso e quase insolúvel" de cerca de 500 milhões de euros das SD. Temas que, garantem-nos, já estarão a atormentar o próprio Jardim, que hoje inicia as habituais férias de Agosto no Porto Santo".
UM NOVO CASO VIRGÍLIO PEREIRA
Nos círculos da Câmara Municipal do Funchal há uma clara tendência para interpretar o desenrolar deste processo como tendo um único objectivo: atingir Miguel Albuquerque. Tanto assim que, segundo as mesmas opiniões, poderá haver já no seio do PSD-Madeira quem receie uma reedição do 'caso Virgílio Pereira', agora com consequências políticas muito mais profundas. Desta vez, interpretam, tratar-se-á de um 'jogo perigoso' com envolvimento directo do presidente do partido. É neste enquadramento que há referências implícitas à interferência de Andreia Jardim, filha de Jardim e chefe de gabinete de Cunha e Silva, que, apesar de outras trocas de correspondência e diversas formalidades no processo, terá prescindido de enviar o documento integral para conhecimento da equipa de Miguel Albuquerque. Na posse do Governo Regional desde 22 de Junho, o relatório final da inspecção foi enviado no final da semana passada para os serviços do Ministério Público, devidamente acompanhado do parecer pedido pela CMF - a propósito de uma eventual incompetência dos inspectores da Administração Pública - encomendado ao constitucionalista Pedro Lomba. Durante o período em que o assunto foi badalado na praça pública, há cerca de um mês, a CMF apenas se terá referido à questão da legalidade em torno dos inspectores nomeados. Quanto ao resto, que Jardim anunciou nem querer ler - relegando essa tarefa para os tribunais -, tudo o que chegou ao conhecimento da autarquia foi através da comunicação social, designadamente o DIÁRIO.
INSPECÇÕES AO GOVERNO
À parte as questões formais da inspecção do GR à CMF, há quem vaticine que o "feitiço pode virar-se contra o feiticeiro". Na máquina laranja, que detém o poder total na Região há 30 anos, há quem esteja preocupado com outros processos internos, eventualmente de maior gravidade, e que poderão também ser alvo de idênticas inspecções. Neste novo desenvolvimento, há uma clara intenção de focalizar a Vice-presidência do Governo Regional, designadamente as suas Sociedades de Desenvolvimento. As eventuais inspecções teriam alguns processos de expropriações como alvo - em que alguns empreiteiros ter-se-ão substituído ao Governo Regional - ou o considerado "défice monstruoso e quase insolúvel" de cerca de 500 milhões de euros das SD. Temas que, garantem-nos, já estarão a atormentar o próprio Jardim, que hoje inicia as habituais férias de Agosto no Porto Santo".
Sem comentários:
Enviar um comentário