O Movimento Cívico «Regiões Sim» está já a preparar o caminho jurídico para a convocação do referendo, isto mesmo foi anunciado por Mendes Bota, o presidente deste grupo cívico, num encontro no Estádio do Algarve com apoiantes da regionalização. «Ao contrário do que alguns mais entusiastas poderiam pensar, isto não era fazer a escritura, carregar no botão e começar a recolher assinaturas no dia seguinte. Há precauções jurídicas que devem ser tomadas, mas muito brevemente estaremos no terreno», disse Mendes Bota, o impulsionador do movimento «Regiões Sim» que lançou o tema para a discussão pública há cerca de dois meses. Num discurso muito crítico dos opositores da regionalização, Mendes Bota lembrou que, desde o referendo de 1998, muitos «tentaram matar a regionalização de vez, com a suposta reforma da descentralização, que felizmente para o país foi o fiasco que está à vista, um nado-morto que só baralhou e nada acrescentou, a lógica do dividir para reinar». Para este regionalista convicto, a criação do movimento «Regiões Sim» (apresentado dia 26 de Abril) teve «reacções primárias dos comentaristas do regime e de alguns beneficiários económicos do centralismo». «Foi uma reacção primária e a roçar o insulto, com pouca imaginação, e nenhuma elevação. Para esses senhores, nós, os regionalistas, não passamos de um bando caciques locais, de anti-patriotas que querem dividir Portugal às postas, de políticos desempregados e de interesseiros num bolo qualquer de interesses indefinidos, mas que pelos vistos alguém anda a abocanhar, tais foram as reacções«, disse Mendes Bota. Em resposta a estas críticas, o presidente do movimento cívico afirma que »os regionalistas não recebem lições de patriotismo de ninguém, todos temos as nossas vidas, os nossos empregos, as nossas funções« e lembra que »as finanças regionais, como muito bem está a demonstrar Miguel Cadilhe, contribuirão para a redução do défice público«. Mendes Bota, falando em nome da sociedade civil, afirma que estes encontros servem também para apelar aos poderes políticos para se entenderem nesta matéria. A sociedade civil »deseja este pacto de solidariedade nacional, antes que seja tarde e antes que Portugal fique definitivamente fracturado entre o litoral e o deserto, entre a capital e a paisagem sobrante«, disse (fonte: Diário digital)
Estou com eles. Mas não seja porque o Algarve era a terra de naturalidade da minha mãe.
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