sexta-feira, julho 06, 2007

Câmara de Lisboa: um editorial

Eu acho que Carmona Rodrigues anda de peito cheio a percorrer Lisboa como se fosse ele o único "anjinho" desta corrida eleitoral, um coitadinho sem responsabilidades no cartório. responsabilidades políticas, entenda-se. Se o seu ex-número dois foi ilibado das acusações no caso EPUL - a componente mais pequena de todo o enredo de Lisboa... - a verdade é que Carmona não pode andar a disparar "postas de pescada" a torto e a direito. Sobretudo quando este "independente" foi ministro de um governo do PSD e eleito Presidente da Câmara de Lisboa com os votos e o apoio logístico do PSD.
Hoje li no editorial do DN de Lisboa uma nota que não resisto em aqui reproduzir:
A estratégia ilusória de Carmona Rodrigues
"Carmona Rodrigues pode ter algumas contas a ajustar com o PSD pela forma como deixou de ser presidente da Câmara Municipal de Lisboa. E o PSD pode ter também várias razões de queixa acerca do comportamento de Carmona Rodrigues.Pouco importa!O que importa é que Carmona Rodrigues não pode fazer o que fez ontem, exigindo que o PSD lhe pedisse desculpas públicas, quando soube que o ex-vereador Fontão de Carvalho não seria acusado pelo caso EPUL, envolvendo prémios de gestão que supostamente não deviam ter sido pagos.Aquilo que Carmona Rodrigues tentou fazer foi iludir os portugueses em geral e os lisboetas em particular. Porque o que fez cair Carmona Rodrigues e a Câmara de Lisboa não foi o caso EPUL. Foi o Caso Bragaparques, envolvendo suspeitas de corrupção que ainda estão por explicar e que levaram Carmona Rodrigues e Fontão de Carvalho a serem constituídos arguidos.E, tanto quanto se sabe, este processo continua.É por isso que a atitude de Carmona Rodrigues é condenável. Sobretudo porque ele hoje não é apenas ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa. É também candidato independente às eleições do próximo dia 15, em quem - de acordo com a sondagem que o DN publica nesta edição - muitos lisboetas ainda confiam".

Sem comentários:

Enviar um comentário