quinta-feira, julho 19, 2007

Bancada do PSD contra Guilherme Silva?

O jornal Publico de hoje diz que sim...:
"O deputado do PSD Guilherme Silva fez ontem, na Assembleia da República, a defesa da decisão tomada por Alberto João Jardim de não permitir a aplicação da lei da Interrupção Voluntária da Gravidez na Madeira (IVG). Mas as suas declarações não terão agradado à maioria dos seus colegas de partido. A intervenção ocorreu depois de todos os partidos da esquerda parlamentar terem criticado duramente a posição de Jardim. O deputado da Madeira, admitindo que as leis "são para ser observadas", tomou então a iniciativa de responder, usando a mesma argumentação do presidente do governo regional: antes que a legislação possa ser aplicada é preciso dotar a Madeira de mais "meios financeiros".Se nesta altura já vislumbravam várias expressões fechadas entre as hostes do PSD, seguiu-se uma declaração ainda mais constrangedora. Embora o partido tenha afirmado, durante a campanha para o referendo, que não assumiria uma posição oficial nesta matéria, Guilherme Silva, falando em nome do PSD, criticaria a despenalização da IGV."Perante o decréscimo demográfico não vejo uma voz a levantar-se a defender a vida. Temos de pensar mais na vida e menos noutras situações", concluiu. Augusto Branquinho e Miguel Macedo, sentados na mesma fila que Guilherme Silva, viraram a cara, acabando por ser Luís Marques Guedes a quebrar o silêncio, com uma salva de palmas curta e solitária.Minutos depois, uma deputada do PSD diria ao PÚBLICO ter-se sentido "envergonhada" com a intervenção, acrescentando que outros colegas discordavam de Guilherme Silva. A maioria dos sociais-democratas colocavam-se, assim, ao lado do PS, do Bloco de Esquerda, e do PCP que, em uníssono, acusaram ontem Jardim de despotismo.Helena Pinto, do BE, disse que Jardim estava a "ofender" as mulheres madeirenses. Bernardino Soares, do PCP, considerou que as questões financeiras não podem prevalecer perante a "saúde das mulheres". E Ana Catarina Mendes, do PS, acusou Jardim de recusar aplicar leis quando "delas discorda" (fonte: Ricardo Dias Felner, Publico)

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