terça-feira, maio 08, 2007

Bernardo Trindade

Nada nem ninguém me obriga a subscrever tudo o que é dito. Pessoalmente, por exemplo, acho que o dirigente e deputado do PSD, Coito Pita, foi demasiado contundente e excessivo, em relação a Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo, que obviamente tem o peso que tem no governo de Lisboa, que não me parece possa ter uma grande capacidade de persuasão junto do primeiro-ministro e do ministro das finanças ou de qualquer outro ministro. Assim como acho que Bernardo Trindade, exactamente por fazer parte do governo central, não deveria ter dado a cara na noite eleitoral quando já sabia que o PS local tinha perdido. Mesmo que, eventualmente, ninguém mais tenha pretendido fazê-lo, admito-o, o que o obrigou a cumprir essa tarefa. Para além das naturais divergências políticas – porque somos pessoas de partidos diferentes, que não confundimos relações pessoais com política – que existem (e de factos que, pela sua natureza, magoam, surpreendem e entristecem), a verdade é que pessoalmente continuo a ter por Bernardo Trindade o mesmo respeito que tinha antes das regionais de domingo passado, tal como continuo a considerá-lo, de facto, uma reserva que o PS local, a seu tempo, certamente conta utilizar. E disso não tenho dúvida. Porventura, admito-o, poderá não ser a reserva que alguns social-democratas pretendem. Mas isso é um assunto que dirá respeito, sempre e obviamente, ao PS, aos seus militantes e ao eleitorado madeirense, não ao PSD.

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