A realidade eleitoral madeirense não pode ser escamoteada. Entre os cinco principais partidos – PSD, PS, CDS/PP, PCP e Bloco de Esquerda – existem dois com uma representação eleitoral á escala regional, um terceiro (CDS/PP) com uma representação eleitoral regional menos acentuada e dois – PCP e Bloco – que vive, essencialmente dos votos obtidos no Funchal e de mais uns ganhos isolados em mais dois concelhos. Quando se diz que a oposição centra essencialmente a sua votação nos concelhos do Funchal (o mais importante para todos), Santa Cruz e Machico, essa é a realidade que transparece dos resultados eleitorais. Vamos a factos, tomando como referências os dois últimos actos eleitorais regionais (2000 e 2004):
PSD – Com 72.588 votos, teve no Funchal 40,53% dos votos totais, seguido de Câmara de Lobos com 13,06% e Santa Cruz com 10,59%. Quer isto dizer que estes três concelhos representaram em 2000, 64,18% do total dos votos obtidos pelo PSD. Nas regionais der 2004, o Funchal perdeu influência passando a representar 36,82% dos 73.915 votos obtidos pelo PSD. Santa Cruz passou para 11,97% e também Câmara de Lobos aumentou para 13,73%. Estes três municípios representaram em 2004 um total de 62,52% do total da votação social-democrata (menos 1,66% que em 2000);
PS – Inquestionável o “peso” do Funchal na votação socialista: em 2000 representava 41,31% do total dos 27.290 votos do PS, mas em 2004 passou a ser de 44,32% do total dos 37.751. Um dos aspectos porventura mais interessantes prende-se com o facto dos socialistas terem aumentado, em quarto anos, mais de 10 mil votos na Região, dos quais apenas pouco mais de 5 mil no Funchal onde o PSD perdeu cerca de 2 mil votos. Contudo o “peso” do Funchal no total aumentou apenas cerca de 3%. Quanto aos demais concelhos: Em 2000, Santa cruz representava 14,15% da votação total (14,76% em 2004), Machico representava 12,54% (11,69% em 2004). Estes três concelhos em 2000 totalizaram 68% da votação socialista, mas em 2004 passaram a totalizar 70,77%;
PSD – Com 72.588 votos, teve no Funchal 40,53% dos votos totais, seguido de Câmara de Lobos com 13,06% e Santa Cruz com 10,59%. Quer isto dizer que estes três concelhos representaram em 2000, 64,18% do total dos votos obtidos pelo PSD. Nas regionais der 2004, o Funchal perdeu influência passando a representar 36,82% dos 73.915 votos obtidos pelo PSD. Santa Cruz passou para 11,97% e também Câmara de Lobos aumentou para 13,73%. Estes três municípios representaram em 2004 um total de 62,52% do total da votação social-democrata (menos 1,66% que em 2000);
PS – Inquestionável o “peso” do Funchal na votação socialista: em 2000 representava 41,31% do total dos 27.290 votos do PS, mas em 2004 passou a ser de 44,32% do total dos 37.751. Um dos aspectos porventura mais interessantes prende-se com o facto dos socialistas terem aumentado, em quarto anos, mais de 10 mil votos na Região, dos quais apenas pouco mais de 5 mil no Funchal onde o PSD perdeu cerca de 2 mil votos. Contudo o “peso” do Funchal no total aumentou apenas cerca de 3%. Quanto aos demais concelhos: Em 2000, Santa cruz representava 14,15% da votação total (14,76% em 2004), Machico representava 12,54% (11,69% em 2004). Estes três concelhos em 2000 totalizaram 68% da votação socialista, mas em 2004 passaram a totalizar 70,77%;
CDS – O CDS obteve 12.612 votos em 2000 mas passou para 9.736 nas regionais de 2004. O Funchal em 2000 representava 49,67% da votação centrista, passando em 2004 a ser de 45,13%. Mas se somarmos a Calheta – 11,97% do total em 2000 e 14,05% em 2004, onde houve um reforço – e Santa Cruz – 11,36% em 2000 e 12,97% em 2004, essencialmente devido aio peso eleitorado crescente da freguesia do Caniço, cada vez mais importante para todos os partidos, e já a 3ª freguesia da região em termos de recenseamento eleitoral – temos que estes três concelhos ascenderam em 2000 a 72,2% do total dos votos do CDS/PP e a 72,15% em, 2004, sendo evidente uma estabilização que porventura explicará as opções da estratégia eleitoral do CDS este ano;
PCP – Para que se tenha a noção da dimensão eleitoral do PCP na Madeira basta referir que em 2000 o Funchal representou 73,05% dos 6.015 votos alcançados e que em 2004 passou para 67,08% dos 7.590 votos. A oscilação dos comunistas teve a ver essencialmente com o ”peso” de Santa Cruz que era de 8,36% em 2000 e passou para 12,82% em 2004. Câmara de Lobos também assume uma importância relativa na votação comunista: 10,26% em 2000 e 10,78% em 2004. É mais do que evidente que os comunistas deverão concentrar recursos neste “triângulo” municipal, que em 2000 representou 91,67% do total da votação do PCP e que em 2004 foi de 90,67%;
PCP – Para que se tenha a noção da dimensão eleitoral do PCP na Madeira basta referir que em 2000 o Funchal representou 73,05% dos 6.015 votos alcançados e que em 2004 passou para 67,08% dos 7.590 votos. A oscilação dos comunistas teve a ver essencialmente com o ”peso” de Santa Cruz que era de 8,36% em 2000 e passou para 12,82% em 2004. Câmara de Lobos também assume uma importância relativa na votação comunista: 10,26% em 2000 e 10,78% em 2004. É mais do que evidente que os comunistas deverão concentrar recursos neste “triângulo” municipal, que em 2000 representou 91,67% do total da votação do PCP e que em 2004 foi de 90,67%;
BE – O Bloco também não foge à “regra”. Dos 6.210 votos obtidos em 2000, 49,67% foram conseguidos no Funchal. Em 2004, dos 5.025 votos logrados (os bloquistas, que em 2000 concorreram como UDP, perderam, mais de 1.100 votos, quatro anos depois...) o Funchal teve um “peso” de 64,43% o que não deixa de ser significativo. Mas o Bloco – que vai certamente delinear a sua estratégia em função desta realidade eleitoral que o acompanha – joga ainda em Santa Cruz – passou de 9,74% do total dos votos em 2000 para 12,79% em 2004 – e em Câmara de Lobos – de 7,44% em 2000 para 9,61% em 2004. Mas se somarmos Funchal-Santa Cruz-Câmara de Lobos constata-se que em 2000 eles representavam 85,89% dos votos da então UDP, contra 86,83% dos votos do Bloco em 2004.
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