terça-feira, abril 07, 2026

Aeroportos portugueses podem ficar sem combustível de aviação em quatro meses

Os aeroportos portugueses poderão enfrentar uma rutura no fornecimento de combustível de aviação dentro de quatro meses, devido ao impacto da guerra no Médio Oriente e às restrições no abastecimento internacional, segundo projeções da publicação especializada Argus, baseadas em dados do Eurostat. A análise indica que Portugal poderá esgotar as suas reservas de querosene de aviação (jet fuel) em cerca de quatro meses, caso se mantenham as atuais limitações no comércio de petróleo. A Hungria poderá enfrentar a mesma situação em cinco meses, a Dinamarca em seis, a Itália e a Alemanha em sete, e a França e a Irlanda em oito meses. No caso português, a Argus refere que os stocks deverão ser suficientes durante a primavera, uma vez que a única refinaria nacional concluiu os trabalhos de manutenção no ano passado. No entanto, Portugal retoma habitualmente as importações de querosene a partir de maio, sobretudo provenientes do Golfo Pérsico. Se, nessa altura, o tráfego de navios-tanque através do Estreito de Ormuz continuar condicionado, os níveis de reserva poderão cair rapidamente. A avaliação tem por base estatísticas nacionais reportadas à Joint Organisations Data Initiative (JODI) e ao Eurostat, conjugadas com a análise da Argus, e aponta o Reino Unido como o país europeu mais exposto. Segundo os cálculos, se o fornecimento do Golfo Pérsico não puder ser substituído, o Reino Unido poderá esgotar os seus stocks de querosene em três meses e os de gasóleo em nove. O alerta surge num contexto de forte instabilidade energética na Europa, depois de o Irão ter restringido o tráfego no estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de exportação de petróleo. A situação ameaça afetar diretamente o funcionamento dos aeroportos europeus, incluindo infraestruturas como o Aeroporto Humberto Delgado, onde operam companhias como a TAP Air Portugal (Sapo)

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