domingo, maio 10, 2026

"Se está no jornal é verdade": confiança nos media em Portugal está a cair, mas ainda é das mais altas na Europa

Há mais de cem anos que os portugueses podem utilizar jornais impressos para se informarem do que está a acontecer no país e no mundo. Depois do papel, veio a rádio, ainda na primeira metade do século passado. E com o passar do tempo, novas alternativas continuam a surgir: websites, podcasts, redes sociais e até modelos de inteligência artificial que hoje são usados para obter informações. No entanto, apesar de tantas opções, a relação da população com as notícias está a deteriorar-se dentro e fora do território nacional.

Segundo o “Digital News Report” realizado anualmente pelo Reuters Institute, a quantidade de pessoas em Portugal que dizem confiar na maior parte das notícias na maioria do tempo está a diminuir. Em 2015, 66% afirmaram confiar nos media tradicionais, número que caiu para 54% em 2025. Entre os órgãos de comunicação social nacionais percebidos pela população como mais confiáveis estão a RTP Notícias (75%) e o “Jornal de Notícias” (74%). Expresso e SIC Notícias, do grupo Impresa, encontram-se empatados no terceiro lugar com 73%.

Curiosidades: a idade da reforma voltou ao debate político e público

Nos últimos dias, a idade da reforma voltou ao debate político e público, opondo quem pretende a redução da idade estatutária de reforma a quem tem preocupações com a sustentabilidade do sistema de pensões e o impacto do envelhecimento demográfico. A idade legal da reforma tem vindo a aumentar de forma consistente em Portugal e na maioria dos países da Europa Ocidental, acompanhando o aumento da esperança de vida. Em Portugal, passou de 65 anos no início da década passada para 66 anos e 7 meses em 2025 (66 anos e 9 meses em 2026). A partir de 2014, a idade estatutária da reforma em Portugal ficou indexada aos ganhos da esperança média de vida aos 65 anos, incorporando um fator de sustentabilidade. Esta tendência verifica-se na maioria dos países da Europa Ocidental, em virtude dos desafios que o envelhecimento populacional coloca aos sistemas de previdência social. Em países como a Dinamarca, Grécia, Islândia, Itália e Países Baixos, a idade legal de reforma, referente aos indivíduos do sexo masculino que começaram a trabalhar aos 22 anos e se aposentaram em 2025, já se situava nos 67 anos. Espanha (66 anos e 8 meses) e Portugal aproximam-se desse valor, tal como outros países que seguem igualmente uma trajetória de aumento da idade estatutária de reforma.

A França exige apenas 62 anos, embora também tenha havido um aumento de 2 anos desde 2012. Países como Suécia e Noruega adotam modelos mais flexíveis, podendo a idade da reforma variar entre valores relativamente baixos e valores medianos no contexto da Europa Ocidental. O aumento da idade da reforma resulta sobretudo de fatores demográficos e financeiros. O envelhecimento da população e o aumento da longevidade significam mais anos a receber pensão, o que pressiona a sustentabilidade dos sistemas públicos. Em resposta, vários países, incluindo Portugal, passaram a indexar a idade da reforma à esperança de vida. Trabalhar mais anos tornou-se uma tendência estrutural nas economias da Europa Ocidental, refletindo o desafio de equilibrar sustentabilidade financeira com proteção social (Mais Liberdade, Mais Factos)

Centro e Grande Lisboa sofrem a maior destruição de emprego desde o início da pandemia

Norte, a região mais importante no emprego nacional, perdeu 12 mil postos de trabalho, o mesmo que no Centro. Na Grande Lisboa, desapareceram quase 20 mil entre final de 2025 e 1.º trimestre. O efeito das tempestades do último inverno que afetaram Portugal, mas especialmente a região Centro do país a partir do final de janeiro e durante três semanas, às quais veio somar-se o impacto da nova guerra no Médio Oriente, provocou uma quebra histórica e significativa no emprego da zona Centro, fazendo deste primeiro trimestre de 2026 o pior arranque de ano desde 2020, quando eclodiu a pandemia da doença Covid-19. De acordo com a nova edição das Estatísticas do Emprego publicada, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o emprego no Centro de Portugal, uma região altamente industrializada e dinâmica em termos empresariais, ia de vento em popa, tendo atingido um recorde de quase 850 mil postos de trabalho no ano passado.

Manuscritos do Mar Morto voltam a intrigar o mundo após novas descobertas sobre o nome de Deus


Os Manuscritos do Mar Morto continuam a desafiar investigadores, teólogos e historiadores quase oito décadas depois da sua descoberta. Novas análises conduzidas por equipas internacionais voltaram agora a colocar os textos no centro do debate académico, depois de avanços tecnológicos terem permitido reinterpretar fragmentos antigos associados à forma como comunidades judaicas da Antiguidade representavam o nome de Deus. As recentes investigações, desenvolvidas com recurso a inteligência artificial, imagem multiespectral e análise paleográfica avançada, estão a revelar detalhes antes praticamente invisíveis em vários fragmentos encontrados nas cavernas de Qumran, junto ao Mar Morto, no atual território de Israel. (livescience.com)

Os especialistas sublinham, contudo, que não se trata da “descoberta do verdadeiro nome de Deus” no sentido sensacionalista frequentemente difundido nas redes sociais, mas antes de novos dados sobre a forma como esse nome era escrito, preservado e tratado ritualmente por determinadas comunidades judaicas há mais de dois mil anos.

Curiosidades: O plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR)

O plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) foi apresentado na semana passada, pelo Governo, para dar resposta ao impacto das recentes tempestades e para reforçar a prevenção, gestão e resposta a catástrofes naturais. O programa tem um horizonte até 2034 e integra 90 medidas distribuídas por 15 domínios e 3 eixos de ação. Com uma dotação de 22,6 mil milhões €, o PTRR supera ligeiramente o montante atribuído pela União Europeia ao nosso país no âmbito do PRR, que ronda os 21,9 mil milhões €. Quando comparado com outros grandes investimentos e custos relevantes em Portugal, dá para perceber a verdadeira dimensão do PTRR. A construção do Centro de Dados de Sines deverá implicar um investimento de cerca de 9,2 mil milhões €, enquanto o custo estimado do novo aeroporto de Lisboa ronda os 8,5 mil milhões €. Já a linha de alta velocidade entre Lisboa e Galiza deverá implicar um investimento entre 7 e 8 mil milhões €. Eventos excecionais ou intervenções públicas relevantes também ficam aquém desta escala. Os prejuízos associados ao comboio de tempestades de 2026 são estimados em cerca de 5,3 mil milhões €, enquanto a injeção do Estado na TAP atingiu aproximadamente os 3,3 mil milhões € (Mais Liberdade, Mais Factos)

Curiosidades: Os salários em Portugal continuam a ser relativamente baixos

 

Os salários em Portugal continuam a ser relativamente baixos, um fator que ajuda a explicar a forte emigração de jovens trabalhadores portugueses em busca de mais poder de compra e melhores condições de vida noutros países europeus. O salário médio líquido anual em Portugal situava-se, em 2024, nos cerca de 17 mil euros. Este valor revela uma diferença significativa quando comparado com os dez principais destinos europeus de emigração, mesmo com valores ajustados em paridades de poder de compra.

No topo da lista surge a Suíça, com cerca de 43 mil euros anuais, seguida pelos Países Baixos (36 mil euros), Noruega e Luxemburgo (ambos com 33 mil euros), Áustria e Alemanha (ambos com 32 mil euros). Estes países apresentam salários médios líquidos muito próximos ou acima do dobro dos registados em Portugal. Entre os restantes destinos mais procurados, o padrão mantém-se claramente favorável ao exterior. A Bélgica tem um salário médio líquido de 27 mil euros, a Dinamarca de 27 mil euros, a França de 25 mil euros e a Espanha de 24 mil euros. Em todos estes casos, os salários médios superam de forma relevante o registado em Portugal.

A explicação para este diferencial salarial está, em grande medida, ligada à produtividade da economia. Portugal apresenta, de forma persistente, níveis mais baixos de produtividade do trabalho quando comparado com os países analisados. Isso resulta de vários fatores combinados: menor intensidade de capital por trabalhador, menor incorporação tecnológica nos processos produtivos, maior peso de setores de baixo valor acrescentado, elevada rigidez laboral e uma menor dimensão média das empresas, o que limita economias de escala e o investimento. Os salários elevados mantêm-se como um fator estrutural que atrai os trabalhadores. A discrepância entre o salário médio português e o dos principais destinos europeus reflete um desequilíbrio de rendimentos que continua a justificar e a potenciar a emigração (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)

Curiosidades: a idade da reforma

O debate em torno da idade da reforma intensificou-se nos últimos tempos, dividindo quem defende uma redução da idade de acesso à pensão e quem considera inevitável o prolongamento da vida ativa devido ao envelhecimento demográfico e ao aumento da longevidade. Desde 2016, a idade estatutária da reforma em Portugal passou a estar indexada à evolução da esperança média de vida aos 65 anos, um mecanismo introduzido com o objetivo de adaptar o sistema de pensões ao contexto demográfico. A idade estatutária da reforma aumentou 9 meses entre 2015 e 2026, passando de 66 anos para 66 anos e 9 meses. A esperança média de vida após os 65 anos aumentou cerca de 12 meses no período correspondente (a atualização da idade estatutária de reforma em cada ano é baseada na esperança média de vida após os 65 anos no triénio que termina 2 anos antes), passando de 19 anos em 2015 para 20 anos em 2026. A evolução não foi totalmente linear. A pandemia causou uma redução temporária da esperança média de vida, o que levou também a uma descida da idade estatutária da reforma em 2023 e 2024. No entanto, com a recuperação da longevidade, ambas retomaram a trajetória de crescimento nos anos seguintes.

Portugal segue uma tendência observada em grande parte da Europa Ocidental, onde o aumento da esperança média de vida tem levado vários países a elevar gradualmente a idade legal de acesso à reforma. O objetivo passa por equilibrar a sustentabilidade financeira dos sistemas públicos de pensões com o aumento do número de anos em que os cidadãos recebem pensão (Mais Liberdade, Mais Factos)

Curiosidades: o Plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR)

Um ano após o apagão que afetou Portugal e Espanha e três meses depois da depressão Kristin, o Governo apresentou o Plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), um programa de 22,6 mil milhões € para dar resposta ao impacto das recentes tempestades e para reforçar a prevenção, gestão e resposta a catástrofes naturais. O montante supera ligeiramente o inicialmente previsto para o PRR, de 22,2 mil milhões €, tem um horizonte até 2034 e inclui 90 medidas em 15 domínios. O setor público concentra a maior parte do financiamento do plano, assegurando 66% do total. Dentro desta componente, as Administrações Públicas representam 37%, os fundos europeus 19%, enquanto a Global Parques (AICEP) e as Águas de Portugal contribuem conjuntamente com 11%. Já o setor privado, as parcerias público-privadas (PPP) e as concessões asseguram os restantes 34% do investimento global.

A aplicação final deste plano distribui-se por três eixos de intervenção. A maior parte do investimento, correspondente a 66%, destina-se a "Proteger", reforçando a capacidade de salvaguardar pessoas, territórios e sistemas essenciais face a eventos extremos, crises sistémicas e riscos de elevada intensidade, reduzindo vulnerabilidades. O eixo "Recuperar", com 24% do financiamento, foca-se na reposição funcional das infraestruturas e serviços críticos afetados pelas recentes tempestades. Por fim, o eixo "Responder" absorve 10% do financiamento, visando assegurar a capacidade operacional para atuar em situações de crise (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)