segunda-feira, maio 04, 2020

Covid19: situação em Portugal (03 de Maio de 2020)


fonte: Jornal Económico, Mário Malhão

Situação em Portugal (3 de Maio de 2020)

fonte: DGS

Situação em Espanha (3 de Maio de 2020)


fontes oficiais

Situação em Itália (3 de Maio de 2020)

fontes oficiais

Situação nos Açores (3 de Maio de 2020)

fonte: GRA

Situação na Madeira (3 de Maio de 2020)

fonte: IASAUDE

domingo, maio 03, 2020

Comunicação social: a encruzilhada num caminho demasiado esburacado

Os primeiros sinais de crise nos média surgiram em finais de 2018 e em 2019 abriu-se o debate sobre a necessidade de serem estudados programas específicos para os meios de comunicação social, ressalvando as especificidades da imprensa regional separando-os dos demais, nomeadamente os chamados meios de comunicação nacionais com problemas diferentes e bem maiores.
O ano de 2019 foi um mau ano para o sector e multiplicaram-se os alertas das associações e do SJ advertindo para uma degradação acelerada da situação, caso não fossem tomadas medidas.
Em finais de 2019 a coisa complicou-se e o tema foi introduzido na agenda política por MRS ao ponto de o tema ter sido debatido na Assembleia da República. As várias propostas visando acolhimento para o Orçamento de Estado 2020 não foram votadas, criando-se em Dezembro de 2019 a primeira desilusão.
Pouco unido
A verdade é que o sector, ao contrário do que acontecia no passado, está pouco unido, há muito egoísmo empresarial, muita concorrência cada vez mais agressiva, há uma diferenciação dos negócios entre televisão e jornais, há a concorrência do digital, das próprias redes sociais nalgumas das suas apostas, com as rádios locais a sofrerem e a imprensa regional a ser cada vez mais o parente pobre do sector.

Covid-19: Os 45 dias de estado de emergência em Portugal


Vários casos suspeitos de infeção por Covid-19 morreram sem serem atendidos


Continua a corrida por uma vacina contra a Covid-19


Aperto de mão, o fim de uma era?


Aviões vão ter de limitar passageiros a dois terços da lotação

Governo reiterou medidas de segurança para os passageiros de transportes, desta feita para a aviação comercial. O transporte aéreo de passageiros vai ser limitado a dois terços da lotação normalmente prevista para cada aeronave, definiu hoje o Governo, em portaria publicada em Diário da República, no âmbito das medidas contra a pandemia de covid-19. A portaria n.º 106/2020 “estabelece para o transporte aéreo um limite máximo de passageiros, bem como as excepções a esse limite e respectivos requisitos, por forma a garantir a distância conveniente entre os passageiros e a garantir a sua segurança”, prevendo igualmente as excepções à regra geral de 2/3 da capacidade das aeronaves, que entra em vigor já este domingo. Entre as excepções estão voos específicos para repatriamento de cidadãos; voos comerciais de transportadoras aéreas, nacionais ou estrangeiras, que “sejam aproveitados para efectuar acções de repatriamento ou que sirvam justificadamente esse propósito”; aeronaves com lotação máxima disponível de 19 lugares, em operações de transporte aéreo comercial não regular; e voos comerciais não regulares contratados por empresas para transportar trabalhadores ao seu serviço para países com os quais Portugal mantenha os voos abertos.

Surpresa à direita? PCP lembra PSD e CDS que aprovaram acções do 1.º de Maio

O líder parlamentar do PCP, João Oliveira, responde às críticas da direita e lembra que PSD e CDS aprovaram o decreto do estado de emergência que previa as deslocações entre concelhos para celebrar o Dia do Trabalhador. Em resposta às crescentes críticas das bancadas da direita à celebração do Dia do Trabalhador pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) na Alameda, em Lisboa, o líder parlamentar do PCP, João Oliveira, lembrou o PSD e CDS que a aprovação do segundo decreto do estado de emergência já previa a realização das celebrações do 1.º de Maio e as deslocações entre concelhos, em virtude da comemoração da data. E destaca que os dois partidos votaram a favor dessa medida.
Numa publicação feita no seu Facebook, João Oliveira partilha o decreto de renovação do estado de emergência a 18 de Abril (e que agora termina) e os respectivos resultados da votação dos partidos. João Oliveira acusa os sociais-democratas e os centristas de “permanente incoerência”.  “Tudo o que o PSD e o CDS digam agora contra o 1.º de Maio depois de terem votado a favor é só mais um contributo para descabelarem a sua verdadeira despreocupação com os problemas dos trabalhadores”, acusa o deputado do PCP.  A resposta de João Oliveira surge depois de o líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, ter atacado as concentrações promovidas pela CGTP, afirmando que “quem manda” perdeu o respeito daqueles que obedecem e considerou que “calamidade é mesmo o estado” do país. “Quando os que mandam perdem o respeito, os que obedecem perdem a disciplina. Se o entrudo para o estado de calamidade é isto, então a calamidade é mesmo o estado a que isto chegou”, escreveu, também no seu Facebook. Já na sexta-feira, Rui Rio tinha feito duras críticas à celebração escolhida. Para presidente do PSD, a concentração de dirigentes sindicais e activistas nas ruas “em pleno estado de emergência" foi “inaceitável” e a deslocação de participantes entre concelhos, através de “camionetas” foi “uma pouca vergonha”  (Público, texto da jornalista Liliana Borges)

Sondagem: PS sobe nas intenções de voto, Chega desce mas ainda é quarto

Na sondagem TSF/JN, António Costa mantém tendência de subida. Rui Rio desce em relação a março. É mais um mês positivo para o Partido Socialista, numa tendência que vem desde a eleição em outubro. Na sondagem que já apanha o segundo e o terceiro período do estado de emergência, o PS regista um novo máximo: 41,9% de intenções de voto, reforçando a vantagem em relação ao PSD que, nesta sondagem, desce para os 23,1%. São 2pp perdidos que alargam a distância entre os dois partidos para quase 19pp.

Sondagem JN-TSF: PSD está cada vez mais longe dos socialistas

Sondagem da Pitagórica para o JN e a TSF projeta 41,9% para o PS e nova queda para os social-democratas (23,1%). BE continua em terceiro (8,1%) e à frente do Chega (7,3%). O PS continua a ganhar vantagem eleitoral em período de crise. O fosso para o PSD é agora de 19 pontos percentuais. A mais recente sondagem da Pitagórica para o JN e a TSF projeta um resultado de 41,9% para os socialistas e de 23,1% para o PSD. Bloco (8,1%) e Chega (7,3%) estão em perda mas mantêm em aberto a disputa pelo terceiro lugar. A CDU recupera ligeiramente (5,6%) mas fica longe do pódio. PAN, CDS e Iniciativa Liberal empatam nos 2,6%. O trabalho de campo da sondagem ocorreu entre 15 e 26 de abril. Ou seja, ainda antes do final do estado de emergência, mas quando já passava mais de um mês sobre a crise sanitária e se sucediam as notícias sobre o encerramento de empresas, despedimentos e recurso massivo ao lay-off. Nada que tenha afetado a tração eleitoral de António Costa: ganhou duas décimas relativamente ao barómetro de final de março; tem mais 5,5 pontos percentuais do que nas eleições de outubro; e regista o melhor resultado desde julho do ano passado.

Não vai ser nada fácil nem rápido...

fonte: Expresso

Covid19: cronologia

fonte: JN

Sondagem JN

fonte: JN

Covid19: situação em Portugal (02 de Maio de 2020)

fonte: Jornal Económico, Mário Malhão

Venezuela: as "curvas" do "madurismo"

fonte: Expresso

Sondagem Sol confirma Marcelo...

fonte: Sol

Pragmatismo realista

fonte: Expresso

Itália: como a máfia ganha com a crise

fonte: Sábado

TAP: qual o futuro?

fonte: JN

Covid19: O exemplo da Suécia?

fonte: JN

A propósito do TAP

fonte: Jornal de Negócios

Os idosos e a saúde

fonte: Expresso

A bazuca (?) do BCE...

fonte: Jornal de Negócios

Covid19: o medo do contágio

fonte: Expresso

Situação em Itália (2 de Maio de 2020)

fontes oficiais

Situação em Espanha (2 de Maio de 2020)


fontes oficiais

Os hospitais e o resto dos doentes

fonte: Expresso

Situação nos Açores (2 de Maio de 2020)

fonte: GRA

Fome em Portrugal


fonte: Expresso

Covid19: Factor R

fonte: Sábado

Cientistas encontram Covid-19 suspenso no ar em hospitais


Situação na Madeira (2 de Maio de 2020)

fonte: IASAUDE

Dois mil profissionais de saúde testam imunidade ao novo corona vírus


Situação em Portugal (2 de Maio de 2020)

fonte: DGS

Crise na TAP: É preciso resolver isto com urgência


Novo rosto nas conferências sobre Covid-19 na Casa Branca


Presidente do Instituto Ricardo Jorge diz que segunda vaga pode surgir


Hospitais defendem redução da resposta à covid-19

Equipas e camas desviadas para a infeção fazem falta para tratar os outros doentes. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) volta a prestar cuidados a todos os portugueses, mas pouco será como antes. Os administradores hospitalares avisam que para retomar consultas, exames, tratamentos, cirurgias e a demais assistência são precisos profissionais e meios que antes tinham, mas que foram alocados ao combate à pandemia. Na prática, o SNS terá de funcionar a duas velocidades para que o que sobra na covid-19 não falte à restante população. “Já apelei para a necessidade de um plano nacional para um SNS dual. Temos de ter uma rede preparada e flexível para picos da infeção — que vamos ter de certeza — e uma rede de cuidados gerais, que só existirá depois de estar definido o plano covid”, afirma Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. E dá exemplos: “Não faz sentido um hospital ter internamento covid-19 quando tem três doentes ou ter camas de intensivos que comprometem toda a atividade. Os doentes devem ser transferidos para os hospitais centrais, com mais meios e experiência.”

sábado, maio 02, 2020

Turismo em Portugal sofreu um colapso


Donald Trump diz ter fortes indícios da proveniência laboratorial

***
OMS desmente Trump

Um tsunami de desempregados na aviação


Covid19: O que é o R zero (R0) e para que serve?

O Plano Nacional de Preparação e Resposta à Covid-19 da Direção-Geral de Saúde (DGS) indica que um R superior a 1 significa que "existe a possibilidade de disseminação da infeção". Número básico de reprodução, o R zero (R0) tem sido um dos indicadores mais vezes citados pelos médicos para indicar quantas pessoas serão infetadas, em média, por um único doente com Covid-19. Quanto mais alto for, mais rápida é a propagação da doença pela comunidade. Os peritos ouvidos terça-feira indicaram que a região de Lisboa e Vale do Tejo tem um R1,18, neste momento. Quer dizer que cada grupo de dez infetados irá transmitir o vírus a quase doze pessoas. No Norte, o valor é de 1,01. O mais baixo do país é 0,96. Feitas as contas à média nacional, chega-se a um R1,04 - ou seja, cada grupo de 20 infetados vai contagiar 21 pessoas.
OBJETIVO: ABAIXO DE 1
A média nacional está a ser, todavia, desvalorizada pelos especialistas, apurou o JN. Argumentam que foram acontecimentos recentes em Lisboa que fizeram subir este indicador, que já esteve abaixo de 1. Em concreto, referem-se aos hostéis onde estavam alojados migrantes e alguns lares. Mas no caso da região Norte, o R mantém-se acima de 1 - e é natural que seja ainda superior em torno das cidades de Porto, Braga e Aveiro. Enquanto cada infetado der origem a mais do que uma infeção (quando o R é superior a 1), a doença continuará a propagar-se pela comunidade. É como se a Covid-19 se alimentasse a si própria. É por isso que os médicos têm insistido na necessidade de manter medidas de distanciamento social, confinamento ou proteção pessoal, até que o R desça abaixo do limiar epidémico de 1 e, de preferência, se nivele nos 0,7 ou 0,8.
O Plano Nacional de Preparação e Resposta à Covid-19 da Direção-Geral de Saúde (DGS) indica que um R superior a 1 significa que "existe a possibilidade de disseminação da infeção". Mas se for inferior a 1, a doença "é incapaz de se manter na população". Quando isso suceder, é expectável que a disseminação do vírus vá perdendo força, até se extinguir por si.
E O QUE É O RE?
O mesmo plano define o R0 como o "número médio de casos secundários de infeção originados a partir de um caso primário", quando o vírus é "introduzido numa população que consiste somente de indivíduos suscetíveis", que nunca estiveram expostos à doença, como é o caso da Covid-19. Mas a DGS acrescenta um outro indicador, muito menos falado, mas igualmente importante: o Re, ou o número efetivo de reprodução. Este indicador também se refere à média de infeções que cada doente provoca, mas tem como base de partida uma população que já esteva exposta ao vírus. Ou seja, leva em linha de conta as medidas postas em prática para travar a disseminação (Jornal de Notícias)

Governo rejeita solução de Neeleman para a TAP

A solução para a TAP só levantará voo com o aumento do poder do Estado na empresa. Pedro Nuno Santos defende que um empréstimo garantido seria uma forma de os privados manterem o poder na TAP sem correr riscos. Em cima da mesa está uma emissão convertível e uma recapitalização. A salvação da TAP está nas mãos do Governo, e Pedro Nuno Santos, o ministro das Infraestruturas, deixou claro esta semana que o Estado não vai aceitar um modelo que sirva apenas os interesses dos privados. Está, por isso, fora de questão a companhia aérea recorrer apenas a um empréstimo garantido pelo Estado, como pretendia o acionista norte-americano, David Neeleman, de forma a combater a crise provocada pela pandemia. Neeleman tem-se desdobrado em esforços para mostrar que há bancos internacionais disponíveis para emprestar dinheiro à TAP e a companhia fez chegar à Parpública, a 20 de março, uma proposta de emissão obrigacionista de €350 milhões. Mas Pedro Nuno Santos não gostou da ideia — aliás, já avisou que “a música agora é outra na TAP”. Esta solução, considera, seria uma forma de os acionistas privados continuarem a mandar na companhia sem investirem mais um cêntimo.

O que nos ensinam as pandemias ao longo da História?

Esta é a pior pandemia de que temos memória, mas outras a antecederam ao longo dos tempos. Umas foram erradicadas, como a varíola; outras persistem afetando milhões de pessoas, mas diminuindo a mortalidade, como a sida. Sabe qual foi a pior de todas? Veja o vídeo. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos — para explicar o mundo e os vírus (Expresso)

Covid-19 nos países em emergência humanitária: sabe quantos médicos há na Zâmbia por cada 10 mil habitantes?

A crise da covid-19 chegou a todo o mundo mas o seu impacto varia de país para país. Um exemplo? O número de médicos e camas nos cuidados intensivos em vários países africanos é tão escasso que se torna um perigo para saúde pública de todo o mundo. Além disso, a ajuda humanitária está a ser retida nas fronteiras e os voos de relocalização de refugiados também pararam, tal como a maioria dos barcos de resgate no Mediterrâneo. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos — para explicar o mundo nem sempre se vê (Expresso)

Covid-19 Europa reabre aos poucos

***
Uma Lisboa vazia, com a indústria da animação turística paralizada

10% cortaram salários, 31% congelaram, 16% suspenderam promoções. Como as empresas reagiram à pandemia

Empresas em Portugal já estão a congelar salários e suspender planos de progressão dos trabalhadores. E entre março e abril, o número de organizações a avançar com este tipo de medidas aumento, conclui um estudo da multinacional de recrutamento Korn Ferry. A convicção é geral: a esmagadora maioria das empresas em Portugal (83%) antecipa uma quebra nos resultados de faturação em 2020, seja ela moderada ou acentuada. Para minimizar o impacto no negócio estas empresas estão a colocar em marcha um conjunto de medidas que para os trabalhadores fazem antecipar um cenário de estagnação salarial e cortes nos benefícios. 31% das empresas em Portugal já avançaram para o congelamento de salários. O retrato é traçado pela multinacional de recrutamento Korn Ferry, num estudo onde é analisado o impacto da pandemia covid-19 nos modelos de gestão das empresas. Entre Março e Abril, a proporção de organizações que avançaram para cortes salariais "cresceu de 2% para 10%", explica Miguel Albuquerque, diretor da consultora em território nacional. No mesmo período, a percentagem de empresas que congelaram aumentos mais do que duplicou, passando de 14% apurados em março para 31%, em abril.
Os resultados do estudo dão ainda conta de que 10% das empresas ajustaram os aumentos inicialmente previstos à nova realidade, revendo-os em baixa, 16% suspenderam já promoções e 19% das empresas ponderam ainda fazê-lo e que 3% reduziram também já outros benefícios em vigor na empresa. Números que, admite, deverão continuar a aumentar nos próximos meses.

El cero turístico puede arrasar 270.000 empleos y el 35% del PIB de Canarias

El Gobierno de Canarias maneja un informe elaborado internamente que pone cifras a la factura económica de esta emergencia sanitaria. Canarias va a ser la región española más golpeada por la crisis económica que seguirá a la emergencia sanitaria del coronavirus. Es una frase que repite desde hace días una y otra vez su presidente, Ángel Víctor Torres, pero que detrás tiene previsiones nunca antes vistas en las Islas. Para una comunidad cuyo producto interior bruto (PIB) depende en un 35% del turismo y donde cuatro de cada diez empleos los sostienen directa o indirectamente las vacaciones de 16 millones de europeos, fundamentalmente británicos, alemanes y nórdicos, el "cero turístico" que comenzó con el estado de alarma tendrá consecuencias tremendas que pueden costarle hasta 270.540 empleos solo en ese sector, en función de lo que se prolongue el parón de la actividad. Cuando la evolución de los contagios y las hospitalizaciones permite comenzar a vislumbrar ya el inicio del desconfinamiento en algunas islas, el Gobierno de Canarias maneja un informe elaborado internamente que pone cifras a la factura económica de esta emergencia sanitaria.

Covid-19 Metade da população mundial ativa pode perder o emprego


Pela primeira vez desde o confinamento, mais de 50% dos portugueses saiu ontem à rua

O confinamento apresentou o valor mais baixo de sempre na pandemia a 30 abril, onde a maioria dos portugueses (54%) saiu à rua, de acordo com a consultora PSE, que tem medido as deslocações dos portugueses. É a primeira vez desde a imposição do confinamento que este número passa dos 50%. De acordo com os dados divulgados hoje, 31% dos portugueses fizeram deslocações de médio-longo curso no dia de ontem e 71% dos que tinham mobilidade ativa antes da pandemia, saíram de casa. Olhando para o calendário, o período da Páscoa representou um ponto de inflexão no comportamento da população, com a tendência de confinamento em casa a ser crescente até esta altura e depois a decrescer, sendo visível o aumento da mobilidade dos portugueses. Nas últimas semanas, a tendência de desconfinamento foi mais evidente entre os maiores de 65 anos, e no grupo dos que têm menos de 44. O segmento 45-54 anos “foi o que menor tendência de desconfinamento apresentou nas últimas semanas”. Os dados usados pela PSE são recolhidos a partir de uma aplicação instalada nos smartphones da amostra escolhida — 3670 pessoas com mais de 15 anos das regiões do Grande Porto, Grande Lisboa, litoral norte, litoral centro e distrito de Faro — que recolhe os seus dados em permanência, nomeadamente a informação de localização e meios de deslocação. A covid-19 é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa quatro mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial. Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria ou Espanha, a aliviar algumas das medidas. Portugal vai estar em Estado de Calamidade até dia 17 de maio, com a possibilidade de uma “abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais” já a partir de segunda-feira (Executive Digest)

Sondagem: Maioria (61%) acredita haver empresas que se aproveitam da crise

Depois de um mês em que se sucederam os despedimentos e um recurso massivo ao lay-off, quase dois terços dos portugueses (61%) desconfiam das verdadeiras intenções das empresas. Ao contrário, a atuação dos sindicatos durante esta crise merece avaliação positiva (com um saldo de 28 pontos percentuais), de acordo com os resultados do barómetro da Pitagórica para o JN e a TSF. Os resultados do barómetro são bastante claros: de acordo com 61% dos inquiridos há muitas empresas que estão a aproveitar-se da crise para fechar, despedir ou obrigar os trabalhadores a irem para lay-off (o que implica uma redução parcial dos salários). Talvez por isso, são ainda mais (63%) os que defendem que o Estado devia proibir os despedimentos durante o período de estado de emergência (termina este sábado, seguindo-se o estado de calamidade). Neste mês de abril já são 42% os portugueses que dão conta de um corte no rendimento das suas famílias., enquanto a maioria (56%) ainda não teve qualquer alteração nas contas. Entre os inquiridos, 26% dos agregados viram o ordenado ser reduzido por perda de trabalho / vendas / produção a pelo menos uma pessoa do agregado enquanto outros 21% sofreram perdas devido a lay-off. Os portugueses surgem, no entanto, mais otimistas com a evolução da pandemia: 37% consideram que a situação vai melhorar no próximo mês (subida de 23pp face a março), 32% respondem que vai manter-se (subida de 27pp) e 27% mostram-se mais pessimistas e acreditam que a doença vai piorar (descida de 48pp).

Mais de 80% dos portugueses estão contra as manifestações do 1º de Maio

De acordo com os resultados do barómetro da Pitagórica para o JN e a TSF, 70% dos portugueses valorizam o papel dos sindicatos mas não querem manifestações em tempos de Covid-19. Até junto dos inquiridos que dizem votar nos partidos de esquerda, existe uma “total” discordância com a existência de manifestações no Dia do Trabalhador. Mesmo com cuidados de distância e uso de máscaras e luvas, 82% estão contra: quase metade dos inquiridos (49%) discordam “totalmente”, outros 33% discordam e apenas 12% concordam com manifestações. Nesta sondagem, um quarto dos inquiridos consideram que os sindicatos têm pouca importância, mas 70% valorizam o papel que desempenham. Questionados sobre se os sindicatos têm “muita importância” para a definição das condições de vida dos trabalhadores, apenas 27% respondem afirmativamente. Outros 43% consideram que os sindicatos têm “alguma importância”. Entre aqueles valorizam o papel dos sindicatos estão os mais jovens, as classes economicamente mais favorecidas e o eleitorado de esquerda (ED)

Nota: a diferença entre a Madeira e Canárias


Na Madeira, felizmente, não temos casos novos há vários dias - tal como os Açores – antes têm aumentado os doentes recuperados, indicadores que não deixa de ser positivo.
Ao contrário de nós, estão as Canárias onde tivemos até hoje 2.212 casos positivos, média de 102,72 casos por cem mil pessoas, 149 falecimentos e 1.149 casos de doentes curados. Estamos a falar de uma região insular vizinha com mais de 2,3 milhões de habitantes, que recebem 10 vezes mais os turistas que a Madeira recebe e que demorou muito, mesmo muito, a tomar medidas de prevenção e de defesa, nomeadamente as adoptadas pela Madeira em relação ao portos, marinas e aeroportos.
Os primeiros casos em Canárias surgiram entre turistas italianos e alemães que estavam nas ilhas mais pequenas daquela região insular, o que revela bem a falta de cautela que ali existiu.
Lembro que foi em 31 de Janeiro que o primeiro caso de COVID-19 nas Canárias foi confirmado, tratando-se de uma turista alemã localizada em La Gomera. A 24 de Fevereiro, o segundo caso do país foi confirmado, tratando-se de um médico da região italiana de Lombardia (que viria de ser uma das mais afectadas) que estava em férias em Tenerife. Após isso, várias casos foram detectados no local, incluindo pessoas que estiveram próximas ao médico.
Canárias hoje está numa situação dramática em termos sociais. Acho mesmo que a pandemia social e económica decorrente da pandemia sanitária, vai ter consequências nefastas bem piores. Suspeito que sim. O caso já mereceu destaque na imprensa nacional do país. Canárias depende e muito dos serviços, do turismo. Estando o turismo fechado - os turistas estrangeiros proibidos de viajar para as Canárias até outubro - estando os voos limitados, e com a esmagadora maioria dos hotéis, restaurantes, cafés, bares, praias, etc, fechados, é natural que o impacto económico de tudo isso seja imenso e possa ser perigoso para a população insular (LFM)

Covid19: situação em Portugal (01 de Maio de 2020)

fonte: Jornal Económico, Mário Malhão

Nota: se necessário termos que ser duros com os nossos idosos


Temos de deixar uma mensagem aos nossos idosos que não estão em lares ou outras instituições, para que eles percebam uma coisa simples, a realidade em que vivem nos dias de hoje. E para que eles entendam uma coisa tão simples - porque sei que muitos reagem com dificuldade ao que lhes é pedido e às limitações impostas à sua liberdade de movimentos e aos convívios fora das suas casas, porque julgam que pela idade alcançada são uma espécie de donos do mundo aos quais ninguém dá ordens. Para isso bastam os números da nossa realidade:
- em Portugal tivemos ainda mais de 500 casos novos no último dia de Abril e já totalizamos quase 1.000 mortos. A pandemia é paulatina, o vírus continua presente e a ameaça, sobretudo para os mais idosos, é real;
- dos mortos registados em Portugal, e há que repetir isto aos nossos idosos, com todo o carinho mas de forma convincente, não há casos de vítimas em pessoas com menos de 39 anos de idade. Ao invés disso, entre os 60 e os 69 anos tivemos apenas 87 vítimas, 8,8% do total, contra 195 vítimas entre os 70 e os 79 anos de idade, 19,7% do total e 668 mortos entre pessoas com mais de 80 anos, 67,5% do total. 
Para que eles entendam, entre os 70 e os mais de 80 anos, temos até final de Abril um total de 863 mortos, 87,3% do total dos óbitos. Julgo que estes indicadores aconselham a que sejamos suficientemente convincentes nos apelos aos nossos idosos (LFM)

Nota: tudo depende de nós

Nós estamos reféns de duas esperanças:
- em primeiro lugar da descoberta de uma vacina - dizem que mais de uma centena de experiências estarão em curso em todo o mundo neste momento - que tarda, porque estamos a falar de um processo moroso, cientificamente rigoroso e que não admite dúvidas ou decisões apressadas, não assentes em constatações inequívocas.
Em segundo lugar estamos dependentes de algo não menos importante, o nosso comportamento, da nossa responsabilidade individual e colectiva, da necessidade - e admito que isso não seja fácil - das pessoas interiorizarem que não podem descurar os cuidados e as cautelas mantidas até hoje, que precisam de respeitar e de cumprir as regras elementares de higiene (falo de lavagem diária frequente das mãos, do uso do gel desinfectante e dos cuidados a ter quando chegam a casa), as regras de confinamento caseiro sem que, com isso, as nossas casas sejam olhadas como uma prisão, mas sim como um fortim de defesa das nossas famílias contra um inimigo invisível, perigoso e que avança rapidamente e de forma traiçoeira à custa da nossa incúria cúmplice. Ou seja, saindo apenas quando for necessário, adoptando rigorosas regras de distanciamento social e de protecção pessoal, neste caso, usando a máscara sanitária sempre que estiver em locais de grande concentração de pessoas.
Portanto, é bom que tenhamos presente se os casos da pandemia na Madeira se intensificarem - e temos que desdramatizar um eventual aumento de casos (os especialistas dizem que isso será normal devido ao desconfinamento) com o aligeirar das medidas restritivas agora anunciado – teremos como aliado o nosso Serviço Regional Saúde, por vezes tantas vezes humilhado e injustamente atacado pelos linguarudos partidários do costume, estará devidamente preparado para isso.
Se esse agravamento de descontrolar, isso significa muito simplesmente que haverá um retrocesso e as medidas restritivas serão até mais duras do que as que vigoraram em Março e em Abril.
Por isso tenho a certeza de que uma situação dessas será o pior que pode acontecer em Portugal e na Madeira porque não temos condições para mantermos a nossa economia paralisada por mais tempo. Ou seja, tudo depende da responsabilização social, da nossa capacidade de percebermos o que temos pela frente, de entendermos a importância dos desafios (defensivos e cautelares) que nos pedem.
Mas acima de tudo, termos a noção dos perigos de contaminação com este vírus e que qualquer avanço da pandemia depende sobretudo do nosso comportamento, do nosso desleixo ou do nosso empenho colectivo e individual neste combate que está longe de terminar (LFM)

Sintomas raros de covid-19 pediátrico geram alarme

Unidade de Cuidados Intensivos de Santa Maria discorda da utilização de fármacos experimentais durante a pandemia. A manifestação da covid-19 nas crianças é genericamente benigna, mas o surgimento de alguns casos mais complexos tem levado pediatras de vários países, inclusive Portugal, a recorrerem à medicação experimental. Os Cuidados Intensivos do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, no entanto, preferem não recorrer a fármacos sem indicações homologadas. “A Pediatria elaborou um protocolo com a participação de infecciologistas pediátricos, pneumologistas e intensivistas para definir a linha orientadora de abordagem destes doentes. As dúvidas são mais do que as certezas, e a recomendação passa muitas vezes por julgar caso a caso e ponderar terapêutica dirigida se houver fatores de risco e gravidade, mas se surgir um caso com necessidade de cuidados intensivos a nossa opção será por não utilizar fármacos experimentais”, garantiu ao Expresso Francisco Abecasis, intensivista pediá­trico do Santa Maria.

Contágio deixa especialistas em alerta

Número de internamentos e doentes em cuidados intensivos em queda. Rastrear contactos deve ser aposta. Oindicador que mais atenção mereceu nos dois últimos meses é o que agora deixa os especialistas mais inquietos. O número médio de pessoas que alguém infetado contagia num determinado período de tempo (Rt) subiu e está perto de 1, ou seja, um caso positivo dá origem a outro, e isso é suficiente para que o número de infetados continue a aumentar. Só que os peritos mudaram o foco para outros indicadores, como a descida dos internamentos e do número de doentes em cuidados intensivos, para concluir que há margem para entreabrir as portas e dar resposta ao aumento de casos que será inevitável nas próximas semanas.
“Cada um destes indicadores representa uma peça do puzzle. É preciso olhar para a dinâmica da transmissão do vírus e para o stresse que está a ser colocado no sistema de saúde para perceber a realidade”, defende André Peralta-Santos, investigador e membro da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública. “Os internamentos e os cuidados intensivos dão alguma esperança de termos recuperado margem de manobra, mas não fico descansado com um Rt próximo de 1 perante o retomar de atividade e com uma grande parte da população suscetível ao vírus.”

Sondagem: Um mês bastou para pôr o pessimismo de lado

Há agora uma maioria clara de portugueses que entende que o SNS está preparado para lidar com o número de casos de Covid-19. Efeitos da crise provocada pela Covid-19. Portugal está bem preparado para combater o vírus, dizem agora dois terços dos portugueses. O profundo pessimismo que tomou conta dos portugueses há um mês, já foi substituído por um evidente otimismo. Veja-se, por exemplo, o que dizem agora sobre a preparação do país para combater o vírus: um total de 65% acha que estamos entre o bem (57%) e o muito bem preparados (8%), o que representa uma subida de 47 pontos percentuais relativamente a março passado. Ao contrário, os que acham que Portugal está pouco ou nada preparado passaram de uns esmagadores 80% para os atuais 33%.

Nem com máscara, nem com distância: 82% contra manifestações no 1.º de Maio

Na sondagem TSF/JN, 70% dos inquiridos valorizam o papel dos sindicatos mas não querem manifestações em tempos de Covid-19. Mais de 60% acusam as empresas de aproveitarem a crise para fechar ou despedir.  Até junto dos inquiridos que dizem votar nos partidos de esquerda, existe uma "total" discordância com a existência de manifestações no Dia do Trabalhador. Mesmo com cuidados de distância e uso de máscaras e luvas, 82% estão contra: quase metade dos inquiridos (49%) discordam "totalmente", outros 33% discordam e apenas 12% concordam com manifestações. Nesta sondagem, um quarto dos inquiridos consideram que os sindicatos têm pouca importância, mas 70% valorizam o papel que desempenham. Questionados sobre se os sindicatos têm "muita importância" para a definição das condições de vida dos trabalhadores, apenas 27% respondem afirmativamente. Outros 43% consideram que os sindicatos têm "alguma importância". Entre aqueles valorizam o papel dos sindicatos estão os mais jovens, as classes economicamente mais favorecidas e o eleitorado de esquerda. Subscreva a nossa newsletter e tenha as notícias no seu e-mail todos os dias. Nem com máscara, nem com distância: 82% contra manifestações no 1.º de Maio

Covid-19: Pandemia pode demorar até dois anos, dizem especialistas

A pandemia do novo coronavírus deverá prolongar-se, pelo menos, por mais 18 meses a dois anos. Nessa altura, 60 a 70% da população estará infectada com Covid-19, cenário que permitirá atingir a imunidade de grupo, revela um estudo norte-americano, feito por especialistas em crises pandémicas, citado pela “Bloomberg”. As conclusões do relatório, da autoria do director do Centro de Pesquisa e Política de Doenças Infecciosas, dos Estados Unidos, de Kristen Moore, da Universidade de Tulane John Barry, e Marc Lipsitch, epidemiologista da Harvard School of Public Health, são, sobretudo, dirigidas aos Estados Unidos (com mais de um milhão de casos e mais de 60 mil mortes), porém, as recomendações são global. Os especialistas consideram que, até no cenário mais optimista, continuarão a registar-se mortes pelo novo coronavírus. A vacina, lembram, deverá demorar cerca de um ano a estar pronta.  A «pandemia não terminará tão cedo», salientam, recomendando que «as pessoas se prepararem para possíveis ressurgimentos periódicos da doença nos próximos dois anos». Em Portugal, morreram 1.007 pessoas das 25.351 confirmadas como infectadas, e há 1.647 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde. A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 235 mil mortos e infectou mais de 3,3 milhões de pessoas em 195 países e territórios.  Mais de um milhão de doentes foram considerados curados. A Covid-19, doença respiratória aguda que pode provocar pneumonias, é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China (ED)

MADEIRA: NUMA ILHA QUE VIVE DO TURISMO, COMO SE VIVE SEM TURISTAS?

O retrato de uma ilha da Madeira sem turistas, entregue apenas aos seus, é também a história de uma ação rápida contra a pandemia do novo coronavírus. Por outro lado, significa o corte com uma das maiores bases da economia da ilha: o turismo.
“Não tenho sentido a água salgada”, confessa Carlos Moura. Há mais de um mês e meio que o proprietário da H2OMadeira não sai da marina da Calheta, na ilha da Madeira, com a embarcação cheia de turistas, oceano dentro, à procura de se cruzar com as maravilhas da natureza que habitam nas águas atlânticas.
A última vez que Carlos sentiu o mar foi na manhã do dia 14 de março. “Foi uma daquelas situações que foi mesmo de repente. Tínhamos duas viagens marcadas para dia 16 e para a frente tínhamos algumas pessoas, o normal para época baixa. Entretanto, várias empresas decidiram criar um grupo para as marítimo-turísticas e dentro do grupo houve quem começasse a tomar a iniciativa de cancelar as viagens que tinham agendadas. Tendo em consideração o que estava a acontecer a nível nacional, tudo dava a entender que esse era o melhor caminho e que estava na hora de fazer mais alguma coisa para ver se a gente conseguia parar isso. Por isso também decidi cancelar as minhas viagens do dia 15 e as viagens futuras e depois é que foi decidido fechar tudo, pelo governo cá da região e também nacional”, conta.

Covid-19: Crise? Os bancos que paguem, dizem portugueses

A maioria dos inquiridos de uma sondagem da Pitagórica para a “TSF” e “Jornal de Notícias” concorda em subir a tributação sobre os bancos. Mais de metade defende que devem ser aplicados impostos especiais sobre a banca. Nestes 53% estão quase metade dos inquiridos das classes mais favorecidas e votantes em todos os partidos, incluindo nos da direita. Este é, contudo, o único aumento de impostos que merece o acordo dos inquiridos, de acordo com a sondagem. O aumento mais rejeitado diz respeito aos combustíveis (74% estão contra). Um eventual aumento de IVA (73%), do IRS pago pelos trabalhadores (70%) ou do IRC das empresas (61%) também registam forte discordância. Já sobre o custo dos títulos de transporte, como os passes, há portugueses que consideram que deveria subir para o valor anterior à aplicação do programa de redução de preços. Mas 72% rejeitam esta mexida. Em Portugal, morreram 1.007 pessoas das 25.351 confirmadas como infectadas, e há 1.647 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde. A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 235 mil mortos e infectou mais de 3,3 milhões de pessoas em 195 países e territórios.  Mais de um milhão de doentes foram considerados curados. A Covid-19, doença respiratória aguda que pode provocar pneumonias, é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China (ED)

Covid-19: Maioria dos portugueses discorda de perdão de penas

A maioria de portugueses (54%) está a contra a medida do Governo que permitiu o perdão de penas a mais de um milhar de reclusos. Apenas 26% concordam, revela um barómetro da Pitagórica para o “Jornal de Notícias” (JN) e “TSF”. De acordo com o barómetro, a oposição é maior entre as mulheres (57% são contra, face a 50% dos homens), os mais jovens (72% entre os 25 e os 34 anos são contra), mais pobres (58%), aqueles que vivem nas regiões Norte, sem Grande Porto, e Sul (59%), e os que votam à direita. Os dois escalões mais velhos (37% e 31%), os que vivem em Lisboa (34%) e os que ganham mais (32% no topo) são mais tolerantes. À esquerda o apoio ao perdão é maior. No caso da CDU e do BE há mais gente a concordar do que a discordar. Já à direita a oposição é mais renhida, com destaque para os eleitores do PSD (64% contra), pelo seu peso relativo na amostra.

A Suécia é o modelo do futuro ou só o maior espalhanço europeu?

País de 10 milhões de habitantes contrariou toda a Europa e manteve a vida quase normal, sem fecho de comércio nem pânico. 10,2 milhões de habitantes, 119 500 testes feitos, 21 520 infetados, 2653 mortos por covid-19. Não é o quadro de Portugal, é o da Suécia, e é a realidade de hoje no 7.º país com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano do Mundo. O nosso país, que tem os mesmos 10,2 milhões de habitantes e é o 40.º no programa da ONU para o desenvolvimento, tem números incontestavelmente melhores no combate à doença respiratória do novo coronavírus: apesar de possuir mais infetados diagnosticados (25 351), soma menos de metade dos mortos (1007) e já realizou mais do triplo de testes (395 771).
Como explicar a diferença? Com as circunstâncias que nos cercam: desde meados de março, Portugal declarou três quinzenas sucessivas de estado de emergência (que termina este sábado e muda para o menos restritivo estado de calamidade), e fechou fronteiras, escolas e comércio, trancando os seus cidadãos em casa, como a generalidade da Europa.
O que fez a Suécia? Manteve fronteiras e jardins abertos, restaurantes e bares continuaram a servir, deixou infantários, escolas primárias e secundárias até aos 16 anos a lecionar. Cabeleireiros, salões de ioga, ginásios e até alguns cinemas mantiveram os seus negócios, fechando-se só os eventos de massas em estádios e museus. No final de março, foram proibidas visitas a lares de 3.ª idade. E... é isso.

Sondagem: Maioria discorda do perdão de penas de prisão

54% criticam, na sondagem TSF/JN, a saída de reclusos de prisões durante a crise Covid-19. Mesmo o eleitorado do PS mostra-se dividido. Foi uma das medidas adotadas, pelo Governo, durante o estado de emergência mas é chumbada pela sondagem TSF/JN: mais de metade dos inquiridos (54%) discordam do perdão de penas de prisão. Apenas um em cada quatro concorda com esta medida que, na explicação do Governo, visou evitar o contágio por Covid-19 nas prisões. Entre os 26% que dizem concordar com o perdão de penas de prisão, apenas 4% estão "totalmente" a favor.

Situação na Madeira (1 de Maio de 2020)

fonte: IASAUDE

Situação nos Açores (1 de Maio de 2020)

fonte: GRA

Situação em Itália (1 de Maio de 2020)

fontes oficiais

Situação em Espanha (1 de Maio de 2020)

fontes oficiais

Situação em Portugal (1 de Maio de 2020)

fonte: DGS